Justiça acata denúncia do MP e torna réu o motorista que dirigia embriagado e causou morte de nutricionista em Santos

O caso ocorreu em 18 de julho, mas a denúncia foi aceita no dia 15 de agosto

Maria Clara Pasqualeto
Maria Clara Pasqualeto
Estudante de Jornalismo pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) e poliglota, com experiência em assessoria de imprensa, redação e telejornalismo. Apaixonada por escrever, contar histórias, viagens e pela cultura japonesa

A Justiça do Município de Guarujá, no litoral de São Paulo, tornou réu, o homem de 26 anos, que dirigia embriagado e causou a morte de uma nutricionista de 25 anos. O caso ocorreu em 18 de julho, mas a denúncia foi aceita no dia 15 de agosto.

Na ocasião, o homem voltava de uma festa com amigos, e dirigia um veículo embriagado. Em determinado momento, perdeu o controle do carro e acabou batendo em um poste, culminando na morte da vítima, que estava no banco traseiro do veículo.

Segundo nota do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a denúncia e o aditamento contra o autor do crime, fatores oferecidos pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), estão oficialmente presentes. Ele é acusado de homicídio e lesão corporal. Além da mulher que veio à óbito, de acordo com o MP, o choque deixou também uma outra pessoa ferida.

Relembre o caso

Conforme a acusação formal apresentada à Justiça Criminal, em 19 de julho, o acusado havia participado de uma confraternização em Santos. Durante o encontro, ele ingeriu bebidas alcóolicas e, posteriormente, dirigiu o veículo até o Guarujá, com outros quatro passageiros dentro.

Ao chegar na Avenida Leomil, Pitangueiras, ele perdeu o controle da direção devido à embriaguez e resultou na colisão brutal contra um poste de iluminação pública. Graças ao impacto, a nutricionista, que estava sem cinto de segurança no banco traseiro, morreu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico grave e choque hemorrágico. Outra ocupante sofreu escoriações, mas sobreviveu.

No incidente, o homem havia se recusado a realizar o teste do bafômetro, responsável por medir a concentração de álcool no organismo. No entanto, um exame clínico realizado no Instituto Médico Legal (IML) determinou hálito etílico acentuado, atenção dispersa, dificuldades de concentração, entre outros indicativos compatíveis com o estado de embriaguez. O denunciado havia sido preso em flagrante.

Do mesmo modo, o MP-SP exigiu a fixação de indenizações mínimas de R$ 100 mil aos herdeiros da falecida, além de, no mínimo, três salários mínimos à vítima sobrevivente e prosseguimento da ação penal até a condenação do acusado.

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