Mercado de seguros cresce 15,9% na Paraíba e movimenta R$ 903,8 milhões no primeiro trimestre

O avanço colocou o estado na segunda posição entre os maiores crescimentos do setor no Nordeste, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O mercado de seguros movimentou R$ 903,8 milhões na Paraíba no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço colocou o estado na segunda posição entre os maiores crescimentos do setor no Nordeste, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O resultado reúne diferentes modalidades de seguros e ocorre em um cenário de maior preocupação das famílias com riscos financeiros, proteção patrimonial e perda de renda.

Entre os segmentos que apresentaram maior crescimento está o seguro de vida. A modalidade movimentou R$ 55,82 milhões na Paraíba entre janeiro e março, alta de 21,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Com esse resultado, o estado registrou o segundo maior crescimento do Nordeste nesse segmento.

Já o seguro residencial movimentou R$ 13,36 milhões no período, aumento de 27,4% em um ano. Foi o maior crescimento registrado entre os estados nordestinos, segundo os dados apresentados.

O desempenho acompanha uma mudança na procura por produtos de proteção financeira e patrimonial, segundo avaliação de especialistas do setor.

Apesar do crescimento, o seguro residencial ainda alcança uma parcela pequena das moradias brasileiras. Estimativas utilizadas pela CNseg, com base em dados do IBGE e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), apontam que 17% das residências do país possuem esse tipo de cobertura.

Entre os fatores que podem estimular a contratação estão a proteção contra danos provocados por ocorrências domésticas e eventos climáticos, além da possibilidade de incluir serviços de assistência, como eletricista, encanador e chaveiro, dependendo do produto contratado.

A oferta e as coberturas variam de acordo com a seguradora e o contrato. Por isso, o consumidor deve verificar as condições, limites de indenização, franquias e situações não cobertas antes da contratação.

Dados internos do Sicredi indicam crescimento nas carteiras de seguros da instituição na Paraíba.

Em junho de 2026, a carteira de seguro de vida individual chegou a R$ 5,8 milhões, segundo a instituição. O valor representa alta de 30% em relação à base de comparação informada pela empresa.

No seguro residencial, a carteira registrou crescimento de 9% na mesma comparação.

Segundo Gabriela Nóbrega, analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste, a expansão está relacionada à maior atenção dos consumidores para questões de proteção financeira e patrimonial.

A especialista também destaca que existem produtos com diferentes faixas de preço e coberturas. Os valores, porém, variam conforme o perfil do segurado, coberturas escolhidas e condições do contrato.

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