Renan Santos retira entulho e câmeras supostamente ligadas ao crime em agenda na Paraíba

Na capital, ele contratou um trator para retirar lixo e entulho que, segundo o candidato, eram usados como barricadas por criminosos.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) cumpriu agenda na Paraíba nesta quarta-feira (19), com atividades relacionadas à segurança pública em João Pessoa e Santa Rita, na Região Metropolitana. Na capital, ele contratou um trator para retirar lixo e entulho que, segundo o candidato, eram usados como barricadas por criminosos.

No bairro do Grotão, em João Pessoa, Santos acompanhou a retirada do material. Segundo informações divulgadas durante a agenda, o entulho seria utilizado para dificultar a circulação em uma área da comunidade.

Depois da passagem por João Pessoa, o candidato foi até Santa Rita, onde retirou de postes câmeras que, segundo ele, seriam utilizadas pelo crime organizado para monitorar a movimentação na região.

Santos subiu em um dos postes com uma escada e removeu manualmente um dos equipamentos. Até a última atualização, não havia informação oficial sobre a origem ou a finalidade das câmeras.

Durante a agenda, o candidato defendeu operações conjuntas entre os governos federal e estaduais e o aumento das penas para crimes como roubos.

Santos também afirmou que pretende estabelecer penas de 30 anos para assaltos, além de defender ações contra lideranças de organizações criminosas.

Ao comentar a situação da segurança no Rio de Janeiro, o candidato defendeu uma intervenção federal no estado, sob o argumento de que o crime organizado teria ampliado seu controle sobre determinadas regiões.

Durante entrevista, Santos também falou sobre propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do Nordeste.

Segundo o candidato, a estratégia deve incluir atividades agrícolas e frentes de trabalho no interior, com o objetivo de ampliar a geração de renda e reduzir a dependência de programas de assistência social.

À noite, em evento com apoiadores no Centro de João Pessoa, Santos voltou a abordar sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante uma coletiva de imprensa, afirmou que, caso seja eleito presidente, não cumpriria uma decisão judicial do STF que determinasse a interrupção de uma operação policial. Na declaração, mencionou o ministro Alexandre de Moraes.

A agenda do candidato na Paraíba foi encerrada após o evento realizado em João Pessoa.

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