Pesquisadores da Paraíba levam estudos sobre Caatinga e desertificação a conferência da ONU

O grupo apresenta ferramentas digitais desenvolvidas para monitorar a desertificação, a seca e as condições ambientais do Semiárido brasileiro.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Pesquisadores vinculados à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) participam da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), realizada até o dia 28, na Mongólia. O grupo apresenta ferramentas digitais desenvolvidas para monitorar a desertificação, a seca e as condições ambientais do Semiárido brasileiro.

A conferência reúne governos, instituições científicas e organizações internacionais para discutir estratégias de enfrentamento à degradação das terras, à desertificação e aos efeitos das secas.

O Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), grupo de pesquisa ligado à UFCG, desenvolve estudos sobre desertificação, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, com foco no Semiárido.

Durante a COP17, os pesquisadores apresentam três plataformas digitais criadas pelo observatório: Sistema Estratégico sobre Desertificação e Seca (SEDES), Plataforma Carbono Caatinga e Data Nordeste.

As ferramentas reúnem dados sobre o Nordeste, o Semiárido e a Caatinga e foram desenvolvidas para facilitar o acesso a informações que podem auxiliar o monitoramento ambiental, o planejamento territorial e a formulação de políticas públicas.

A UFCG é representada no evento pelos doutorandos Sabrina Holanda e Artur Lourenço e por Rodolfo Nóbrega, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da universidade. Também participa Aldrin Perez, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA).

Segundo o coordenador do OCA, professor John Cunha, a participação busca levar ao debate internacional o conhecimento produzido sobre a Caatinga e, ao mesmo tempo, ampliar a formação dos pesquisadores envolvidos.

Para o grupo, a experiência também deve contribuir para pesquisas futuras, teses e projetos desenvolvidos na UFCG relacionados à desertificação e à adaptação dos territórios às mudanças climáticas.

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