João Pessoa cria banco gratuito de intérpretes de Libras para atendimento em serviços públicos

A iniciativa tem como objetivo ampliar as condições de comunicação e acessibilidade de pessoas surdas no acesso a serviços públicos municipais.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Freepik

João Pessoa passa a contar legalmente com um Banco de Intérpretes de Libras destinado ao atendimento gratuito de pessoas com deficiência auditiva.

A medida está prevista na Lei Ordinária nº 15.942, sancionada pela Prefeitura e publicada na edição da última sexta-feira (4) do Diário Oficial do Município.

A legislação estabelece a criação de uma estrutura formada por profissionais qualificados e com experiência em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e em outras línguas de sinais utilizadas no país.

A iniciativa tem como objetivo ampliar as condições de comunicação e acessibilidade de pessoas surdas no acesso a serviços públicos municipais.

Banco deverá reunir profissionais qualificados

De acordo com o texto mantido na lei, o banco deverá ser composto por intérpretes capacitados para realizar a mediação da comunicação entre pessoas com deficiência auditiva e os serviços públicos.

A nova legislação cria formalmente o banco e estabelece sua composição geral.

Os detalhes operacionais sobre a forma de atendimento, estrutura administrativa e funcionamento do serviço, no entanto, não foram integralmente mantidos na sanção.

Três artigos foram vetados

Embora a criação do Banco de Intérpretes tenha sido preservada, três artigos da proposta aprovada pela Câmara Municipal foram vetados pelo Executivo.

Os dispositivos retirados estabeleciam regras específicas para a prestação do serviço e atribuíam responsabilidades administrativas a órgãos da Prefeitura.

Na justificativa apresentada para os vetos, o Executivo argumentou que os trechos poderiam interferir em competências próprias da administração municipal.

Prefeitura apontou possível criação de despesas

Entre os argumentos apresentados pela Prefeitura está a possibilidade de que as regras vetadas gerassem novas despesas relacionadas a:

  • contratação de intérpretes;
  • logística para prestação dos atendimentos;
  • implantação ou manutenção de plataformas digitais;
  • medidas relacionadas à proteção de dados;
  • organização administrativa dos órgãos municipais.

Segundo a justificativa, estabelecer de forma legislativa a maneira como esses recursos seriam mobilizados poderia invadir atribuições reservadas ao Poder Executivo.

Criação do banco permanece válida

Com os vetos, permaneceram em vigor os dispositivos considerados centrais da proposta: a criação do Banco de Intérpretes de Libras e a definição geral dos profissionais que poderão integrá-lo.

A regulamentação prática do serviço poderá depender de atos posteriores do Executivo para definir questões como cadastramento, funcionamento, formas de solicitação e órgãos responsáveis pelo atendimento.

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