Quatro de cinco farmácias fiscalizadas em cidade paraibana são autuadas pelo MP-Procon

Apenas um dos cinco estabelecimentos vistoriados estava em conformidade; fiscalização encontrou falhas sanitárias, de segurança e de defesa do consumidor.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
A Farmácia Especializada da Paraíba, em João Pessoa e Campina Grande, funciona normalmente nesta terça-feira (23) e no dia 29 de dezembro
A Farmácia Especializada da Paraíba, em João Pessoa e Campina Grande, funciona normalmente nesta terça-feira (23) e no dia 29 de dezembro

Quatro das cinco farmácias fiscalizadas nesta quinta-feira (24) em Alagoa Grande, no Brejo da Paraíba, foram autuadas pelo MP-Procon, órgão do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Apenas um estabelecimento estava em conformidade com todos os itens verificados durante a ação.

Entre as irregularidades encontradas estavam ausência de farmacêutico durante o horário de funcionamento, problemas relacionados às licenças sanitárias e certificados do Corpo de Bombeiros vencidos ou inexistentes.

A fiscalização também identificou falhas relacionadas aos direitos do consumidor, como a falta de aviso sobre a proibição de condicionar descontos ao fornecimento do CPF e a ausência de exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) em local visível e acessível.

Os nomes das quatro farmácias autuadas não foram divulgados.

Farmacêutico deve permanecer durante todo o funcionamento

A presença de um farmacêutico não é uma exigência apenas documental.

A Lei Federal nº 13.021/2014 determina que farmácias e drogarias tenham um profissional farmacêutico presente durante todo o horário em que permanecerem abertas.

O profissional é responsável pela assistência farmacêutica e desempenha funções relacionadas à orientação sobre medicamentos, análise de prescrições, segurança do tratamento e uso racional dos produtos vendidos no estabelecimento.

Por isso, a ausência constatada durante o funcionamento foi um dos principais pontos destacados pela fiscalização do MP-Procon.

Licença sanitária e segurança também foram verificadas

A equipe também analisou a regularidade da documentação necessária para o funcionamento dos estabelecimentos.

Foram encontradas situações envolvendo licenças sanitárias irregulares e certificados do Corpo de Bombeiros vencidos ou não apresentados.

Esses documentos estão ligados às condições sanitárias e de segurança exigidas para o funcionamento das farmácias.

O MP-Procon não detalhou quantos dos quatro estabelecimentos apresentaram cada uma das irregularidades. Por isso, não é possível afirmar que todas as falhas foram encontradas simultaneamente nas quatro farmácias autuadas.

CPF para desconto entrou na fiscalização

Outro item verificado diz respeito à utilização do CPF dos clientes.

Segundo o MP-Procon, havia estabelecimentos sem o cartaz informativo exigido sobre a proibição de obrigar o consumidor a fornecer o CPF como condição para obter desconto.

Também foi verificada a disponibilidade do Código de Defesa do Consumidor para consulta.

A fiscalização encontrou estabelecimentos sem exemplar do CDC em local visível e de fácil acesso ao público.

Farmácias foram autuadas, mas não houve anúncio de interdição

Os quatro estabelecimentos receberam a comunicação formal das irregularidades identificadas e poderão ser submetidos às medidas administrativas previstas na legislação.

Até a divulgação dos resultados da fiscalização, não havia informação de interdição das farmácias.

A autuação registra as irregularidades encontradas e dá prosseguimento ao procedimento administrativo, no qual poderão ser adotadas as providências cabíveis.

Segundo o diretor regional do MP-Procon, promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa, a ação teve como objetivo verificar tanto o cumprimento das normas de defesa do consumidor quanto requisitos relacionados à segurança da dispensação de medicamentos.

O que foi encontrado na fiscalização

Farmácias visitadas: 5

Estabelecimentos autuados: 4

Em conformidade: 1

Irregularidades identificadas:

  • ausência de farmacêutico durante o funcionamento;
  • problemas em licenças sanitárias;
  • certificados do Corpo de Bombeiros vencidos ou ausentes;
  • falta de aviso sobre fornecimento de CPF para descontos;
  • ausência do Código de Defesa do Consumidor em local acessível.

Interdições anunciadas: nenhuma até a divulgação da fiscalização

Nomes dos estabelecimentos: não divulgados

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