A Polícia Civil vem realizando a Operação Big Mobile desde o começo do ano, com o objetivo de desmantelar um esquema de receptação de celulares roubados no estado de São Paulo. Na terceira fase, realizada na segunda-feira (10), a Baixada Santista foi alvo da ação policial, e liderou o ranking de região com maior apreensão de aparelhos.
Ao todo, 69 pessoas foram presas e 10,7 mil equipamentos foram apreendidos sem procedência e com suspeita de furto ou roubo. Durante a ação, 737 telefones móveis já foram prontamente entregues aos seus donos. A maior parte (672) foi restituída na capital paulista, que teve a região central como grande ponto de apreensões de celulares em São Paulo.
Na primeira e segunda fases da operação, realizadas em janeiro na capital e na Baixada Santista, mais de 16 mil celulares foram recuperados. Cerca de 2 mil aparelhos já estão em processo de devolução às vítimas.
Só na Baixada Santista, nesta terceira fase, o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 6 apreenderam 4,5 mil aparelhos, o que representa cerca de 42,8% do total da operação. As outras regiões com mais apreensões foram a cidade de São Paulo, com 3,3 mil celulares, e a região metropolitana da capital, com 1,2 mil celulares sem procedência legal.
As cidades de Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga foram as que mais contribuíram para a apreensão, com um total de 3.401 aparelhos recuperados. Em Praia Grande e São Vicente, foram apreendidos 188 celulares, enquanto na região de Jacupiranga, 153 aparelhos foram recuperados. A região de Registro teve 18 celulares apreendidos, e as cidades de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe somaram 865 aparelhos recuperados.
Durante a operação, sete pessoas foram presas em flagrante e 47 celulares foram restituídos às vítimas. A Polícia Civil continua trabalhando para identificar os proprietários dos celulares recuperados e garantir a devolução dos aparelhos.
A ação contou com a participação de 315 policiais civis que atuaram em diversos locais, entre eles estabelecimentos comerciais onde foram localizaram celulares sem procedência, danificados, carcaças e telas.
Veja o que fazer caso tenha o celular furtado ou roubado e dicas extras de segurança:
É importante registrar o número do IMEI do celular e mantê-lo salvo em um lugar seguro sempre que adquirir um aparelho novo. O IMEI pode ser localizado na caixa do aparelho ou no menu de configurações.
Outra dica é ativar as ferramentas de localização em tempo real do aparelho e compartilhar essas informações com a polícia e com amigos, o que pode ajudar a encontrar o dispositivo. Cada marca possui configurações e políticas de privacidade específicas para essas ferramentas.
Além disso, é recomendável bloquear temporariamente cartões e contas disponíveis no aparelho por meio do banco, uma medida que pode evitar prejuízos maiores caso o dispositivo caia em mãos de estelionatários.
Em 2023, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou o aplicativo “Celular Roubado”, que permite solicitar o bloqueio do terminal móvel, da linha (SIM Card) e de alguns aplicativos instalados no celular. Segundo a Anatel, o bloqueio da linha impede seu uso em outro aparelho e evita custos indevidos na fatura, enquanto o bloqueio do aparelho impossibilita que o dispositivo acesse as redes móveis brasileiras.



