Uma paralisção dos bancários da Baixada Santista está prevista para esta quinta-feira (20). De acordo com a categoria, a greve foi aprovada na última segunda-feira (17), em assembleia de Campanha Salarial Unificada 2026, no Sindicato dos Bancários de Santos e Região, ao rejeitarem a proposta rebaixada, da 7ª rodada de negociação. A paralisação deve ocorrer durante todo o expediente das 9h às 16h nas agências da região.
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De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Élcio Martins da Quinta, a mobilização servirá para manter direitos, conquistar novos e realizar reajustes acima da inflação.
Segundo o sindicato, as paralisações são em âmbito nacional, onde nas assembleias a proposta foi recusada por 97% da categoria e a paralisação aprovada por 90%. A Campanha Salarial Unificada, compõem bancos públicos e privados.
Na 8ª Rodada de Negociação, realizada na terça-feira (19), com a rejeição de 97% da categoria, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) retirou propostas de reajustes por faixas salariais, não reajuste dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior e litoral; e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários. Apesar do recuo, a representação dos bancos não apresentou nenhuma proposta de índice de reajuste nesta última rodada.
De acordo com o Sindicato, a estratégia dos bancos, de postergar a apresentação de uma proposta para uma data cada vez mais próxima da data-base da categoria (1º de setembro), está relacionada com o fim da ultratividade (garantia da validade de um acordo coletivo de trabalho, além da sua vigência, até a assinatura da sua renovação), aprovado na Reforma Trabalhista (2017), durante o governo de Michel Temer, com amplo apoio de parlamentares da direita.
Entre os itens reinvindicados pela categoria estão:
– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLR, VA e VR;
– Fim das metas;
– Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
– Manutenção dos direitos conquistados;
– Manutenção da mesa única, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
– Defesa do emprego bancário;
– Defesa dos bancos públicos;
– Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.
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