Filha de sargento da PM que matou mulher a tiros e facadas em clínica médica de Santos recebe alta hospitalar

Reprodução

Um sargento da Polícia Militar matou a própria mulher a tiros e facadas, dentro de uma clínica médica, na cidade de Santos, litoral paulista, na última semana. A filha do casal, de 10 anos, também ficou ferida com os disparos, e estava internada desde então, mas já recebeu alta hospitalar.

O crime aconteceu na tarde do dia 7 de maio, na Avenida Senador Pinheiro Machado, no bairro Marapé. Segundo registros da Polícia Civil, o homem compareceu ao local assim que soube da presença da mulher e da filha. Inicialmente, o casal teria discutido verbalmente, e o médico teria os separado, pedindo para que o PM se retirasse do estabelecimento. No entanto, posteriormente, o sargento conseguiu entrar no local cometendo o feminicídio.

O homem disparou diversas vezes contra a mulher, e acabou também atingindo a própria filha do casal. A criança foi encaminhada à Santa Casa de Santos, com ferimentos na perna e nos braços. Segundo a unidade de saúde, após cuidados da equipe multiprofissional da emergência, a paciente epermaneceu internada em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

Nesta terça-feira (13), às 13h20, a menina recebeu alta hospitalar. Não há maiores informações sobre seu estado de saúde. A criança teria ficado ferida após tentar salvar a mãe.

Relembre o caso

A mulher e a criança ficaram trancadas com o médico dentro de uma sala, enquanto a Polícia Militar era acionada. Com a chegada da equipe, o homem, que estava na rua, teria mostrado que não estava armado e entrou novamente com os agentes no estabelecimento.

Quando o médico abriu a porta da sala onde a mulher e a criança estavam, o policial – que estava de folga -, teria pego a arma de fogo novamente que teria ficado escondida em outra sala, e por trás da equipe da PM, disparou contra as vítimas. Na sequência, o homem ainda teria esfaqueado a companheira.

Conduta de agentes é investigada pela SSP

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que foi instaurado um inquérito policial para apurar rigorosamente a conduta dos agentes acionados para atender a ocorrência.

De acordo com a pasta, “na ocasião, os policiais foram acionados via Copom para atender uma ocorrência de desinteligência no local. Quando chegaram as vítimas estavam trancadas em um consultório e o autor, um policial militar de folga, do lado de fora. De acordo com as informações prestadas no boletim de ocorrência, após o policial mostrar que não estava armado, a porta foi aberta. O autor entrou e atirou na mulher e na filha, sendo preso na sequência e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.”.

Há, no entanto, a informação de que o homem teria pego a arma de fogo novamente que teria ficado escondida em outra sala, e por trás da equipe, disparou contra as vítimas. Na sequência, o homem ainda teria esfaqueado a companheira. Este detalhe, não foi confirmado pela pasta.

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