Carro adesivado com material de campanha de Vini Oliveira foi alvo de disparos de arma de fogo

O candidato a deputada estadual estava dentro de um estabelecimento comercial no momento dos disparos

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Reprodução

Um veículo adesivado com material de campanha eleitoral do candidato a deputado estadual Vini Oliveira foi atingido por disparos de arma de fogo na Rua Aba, no bairro Recanto do Sol I, em Campinas.

Segundo o registro da ocorrência, o carro estava estacionado no local quando foi alvo dos tiros. O candidato estava dentro de um estabelecimento comercial no momento da ocorrência.

A área foi preservada para a realização da perícia. O policiamento na região foi reforçado, e equipes realizam buscas para tentar localizar os responsáveis pelos disparos.

Até o momento da publicação dessa reportagem, não há informações sobre feridos.

Cassação

A Câmara Municipal de Campinas decidiu, no dia 9 de setembro, pela cassação do vereador Vini Oliveira (Cidadania).

O processo envolve acusações de quebra de decoro parlamentar e infrações político-administrativas. A denúncia que deu origem à Comissão Processante foi apresentada pela vereadora Mariana Conti (PSOL), após a divulgação de vídeos que mostram Vini Oliveira em uma reunião a portas fechadas na empresa Smile Transporte, ligada à licitação do transporte público de Campinas.

A Comissão Processante analisou o caso e aprovou por unanimidade um relatório que recomenda a perda do mandato do vereador. O parecer foi elaborado pelo relator Otto Alejandro.

Segundo a comissão, Vini Oliveira teria extrapolado as funções de fiscalização parlamentar ao participar da reunião na empresa.

A defesa do vereador nega as irregularidades, contesta a validade das provas e alega nulidade da sessão.

O placar terminou em 23 votos favoráveis à cassação e cinco contrários. Para perder o mandato, eram necessários pelo menos 22 votos, o equivalente a dois terços dos 33 vereadores da Casa. Com isso, a cassação foi aprovada por apenas um voto acima do mínimo exigido.

Após a confirmação da perda do mandato, Vini Oliveira pediu a palavra no plenário e agradeceu aos vereadores que votaram contra a cassação. Em seguida, fez acusações contra o relator da Comissão Processante, Otto Alejandro.

Após sua cassação, Vini afirmou que o relator teria pedido R$ 1 milhão para não apresentar um relatório favorável à cassação. O vereador disse possuir provas, mas não apresentou documentos, gravações ou outros elementos que comprovassem a acusação durante a manifestação.

Com a cassação aprovada pelo plenário, ele deixa o cargo antes do fim do mandato.

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