Após audiência de custódia, Natália Casorla Begali teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, sendo substituída por prisão domiciliar.
Natália é suspeita de matar o ex-companheiro Michel Serra a facadas após encontrá-lo no estacionamento de uma academia de Americana neste fim de semana. A justiça concedeu a prisão domiciliar para Natália por entender que a mulher cuida de crianças com menos de doze anos e de uma pessoa idosa, acamada e incapaz.
Ela segue sendo acompanhada durante as investigações.



Sobre o ocorrido
Segundo as primeiras informações da PM, Michel teria ido ao encontro da mulher, que estava com os filhos, com uma faca na mão. Ele teria avançado em direção aos filhos e a mulher para agredi-los. Segundo esta versão, Natália conseguiu tomar a faca da mão dele e reagiu, golpeando Michel com facadas.
A perícia identificou aproximadamente 54 lesões aparentemente provocadas por faca no corpo de Michel, sendo cerca de 39 na região posterior.
A quantidade e a localização dos ferimentos também serão analisadas pela investigação para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Neste primeiro momento, a autoridade policial informou no boletim que não reconheceu a legítima defesa, considerando que teria havido excesso diante do padrão das lesões. A avaliação, porém, pode mudar conforme novas provas sejam encontradas.
Natalia foi encaminhada a Delgacia de Americana e presa em flagrante por homicídio.
A Polícia Civil também analisou imagens de câmeras de segurança, mas os equipamentos não conseguiram esclarecer completamente o que aconteceu. A ocorrência teria acontecido atrás de um veículo estacionado, impedindo a visualização da ação.
Uma faca e um celular foram apreendidos e passarão por análise.
A investigação deve ouvir testemunhas e a filha do casal, além de analisar os resultados dos exames periciais para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
Medida Protetiva
Ainda segundo o boletim de ocorrência, no dia 16 de agosto, ela registrou uma ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência relacionadas à violência doméstica. Cinco dias depois, em 21 de agosto, pediu a retirada das medidas.
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