“O que se tentou em 2022 foi um clássico golpe de estado no Brasil”, diz senador Randolfe Rodrigues

Brasília (DF), senador Randolfe Rodrigues em evento realizado em Brasília Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ao comentar a operação da Policia Federal, que teve como alvo Jair Bolsonaro e aliados, o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, declarou que houve uma tentativa clássica de golpe de estado no Brasil. Segundo ele, o golpe só não se concretizou por ação de alguns setores das Forças Armadas.

 A operação Tempus Veritatis foi deflagrada após o ex-ajudante de ordens do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada com investigadores da PF.

Em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, Randolfe disse que as investigações da PF indicam que “o 8 de janeiro foi o ápice de um processo organizado que buscou subverter a democracia brasileira”. Ele ressaltou que um golpe só não ocorreu graças ao comprometimento da maioria dos setores das Forças Armadas. Ainda assim, alguns membros quase participaram dessa ação.

O líder do governo, ao responder a alegação de perseguição por parte da oposição, declarou que isso não existe. Para ele, o que houve foi uma tentativa de cassar a maior conquista dos brasileiros em 35 anos. De acordo com o senador, os áudios da reunião de Bolsonaro com membros de seu governo mostram uma conspiração contra o Brasil.


Na decisão do STF, que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes afirma que Bolsonaro teria colaborado para a preparação de uma minuta de decreto que tinha por objetivo viabilizar a execução do golpe.

Rodrigues disse que é inusitado que o PL cogite fazer obstrução contra os efeitos de uma operação coordenada pela justiça brasileira. “Ocorreu uma investigação conduzida pela polícia e uma ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, dentro do Estado Democrático de Direito”, alertou o senador.

Randolfe Rodrigues entende que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos atos golpistas cumpriu seu papel. Ele exemplificou ao dizer que a CPMI já havia indiciado vários nomes que estavam na operação da Polícia Federal.

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