Busca por testamentos cresce quase 45% na Paraíba

De acordo com o tabelião Lucas de Brito, representante do Colégio Notarial do Brasil na Paraíba, a pandemia da Covid-19 teve papel importante nesse movimento.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Reprodução

O aumento de disputas envolvendo heranças voltou a colocar o tema do planejamento sucessório em evidência no país. Na Paraíba, a procura por testamentos registrou um crescimento de quase 45% nos últimos cinco anos, segundo dados de cartórios. Isso sinaliza uma mudança de comportamento das famílias diante da necessidade de organizar a transmissão de bens.

De acordo com o tabelião Lucas de Brito, representante do Colégio Notarial do Brasil na Paraíba, a pandemia da Covid-19 teve papel importante nesse movimento. “As pessoas passaram a encarar com mais clareza que a morte é um evento natural e que é preciso organizar, ainda em vida, o destino do patrimônio para evitar conflitos familiares”, explicou.

O testamento tem sido visto como uma ferramenta para garantir segurança jurídica, reduzir disputas entre herdeiros e permitir que o titular dos bens defina como cada patrimônio será destinado. Além disso, o instrumento pode ajudar a evitar condomínios forçados entre herdeiros e até a diminuir custos ligados ao processo de inventário, especialmente em relação ao imposto de transmissão.

Segundo o tabelião, o procedimento é mais simples do que muitas pessoas imaginam. Basta procurar um cartório de confiança, apresentar a documentação necessária e indicar duas testemunhas. O testamento é um ato unilateral, baseado apenas na vontade de quem o faz, e pode ser revogado a qualquer momento, caso o autor mude de ideia.

Outra mudança que contribuiu para o aumento da procura é o uso da tecnologia. Hoje, já é possível lavrar testamentos por meio de plataformas digitais, com assinaturas eletrônicas e videoconferência, sem a necessidade de deslocamento até o cartório.

Com isso, o planejamento sucessório vem ganhando espaço como alternativa para evitar longas disputas judiciais e garantir que a vontade do autor da herança seja respeitada após a sua morte.

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