Aulas são suspensas após nove casos de catapora em escola de João Pessoa

A medida foi adotada nesta quarta-feira (19) como forma de conter a transmissão da doença na comunidade escolar.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Catapora-Hilab

As aulas da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Desembargador Boto de Menezes, no bairro 13 de Maio, em João Pessoa, foram suspensas temporariamente após a identificação de nove casos de catapora (varicela) entre estudantes. A medida foi adotada nesta quarta-feira (19) como forma de conter a transmissão da doença na comunidade escolar.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, os casos foram registrados em estudantes de diferentes turmas. As idades e o estado de saúde dos alunos não foram informados.

Também não foi esclarecido se as infecções tiveram origem dentro da escola ou se os estudantes contraíram o vírus em outros locais.

Escola prepara plano de contingência

A suspensão das atividades ocorreu após uma reunião entre a equipe da escola e a Gerência Executiva das Escolas Integrais.

De acordo com a Secretaria de Educação, o encontro serviu para definir um plano de contingência e estabelecer as medidas necessárias para controlar a situação.

A pasta não informou quais ações específicas serão adotadas nem quando as aulas presenciais serão retomadas.

Catapora é altamente transmissível

A catapora é causada pelo vírus varicela-zóster e apresenta alto potencial de transmissão.

Os sintomas podem começar com febre e manchas na pele, que evoluem para diferentes tipos de lesões. Uma característica da doença é que lesões em fases distintas podem aparecer ao mesmo tempo no corpo.

O período de incubação costuma ser de aproximadamente duas semanas, mas pode variar entre 10 e 24 dias.

A pessoa infectada pode transmitir o vírus cerca de 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e permanece contagiosa até que todas as lesões tenham formado crostas.

Quem precisa ter mais atenção

Pessoas que não foram vacinadas ou que apresentam condições que comprometem a imunidade devem ter atenção redobrada após contato com alguém infectado.

Gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas podem apresentar maior risco de complicações. O grupo inclui, por exemplo, pacientes em tratamento contra o câncer ou que fazem uso prolongado de medicamentos corticoides.

Quem teve contato com uma pessoa infectada e não está vacinado pode ter indicação de imunoprofilaxia pós-exposição, que deve ser avaliada por um profissional de saúde. Segundo orientação médica citada na reportagem, a medida é preferencialmente realizada entre dois e, no máximo, cinco dias após a exposição.

Como prevenir e tratar

A principal forma de prevenção da catapora é a vacinação. A vacina contra a varicela está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações.

Para pessoas infectadas, a orientação é manter a hidratação, controlar a febre com medicamentos indicados por profissionais de saúde e evitar contato com pessoas que tenham maior risco de desenvolver complicações.

Em caso de sintomas, exposição ao vírus ou dúvidas sobre vacinação, a recomendação é procurar uma unidade ou profissional de saúde.

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