Com ovos nas prateleiras desde janeiro, comércio antecipa Páscoa e aposta em alta de até 30%

A antecipação da Páscoa no comércio, iniciada ainda em janeiro, faz parte de uma estratégia para espalhar as vendas ao longo dos meses

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Comércio de ovos de páscoa na Semana Santa

Mesmo antes do fim de fevereiro, os ovos de chocolate já ocupam espaço de destaque nas prateleiras de supermercados e lojas especializadas. A antecipação da Páscoa no comércio, iniciada ainda em janeiro, faz parte de uma estratégia para espalhar as vendas ao longo dos meses e evitar a concentração do consumo apenas na semana do feriado.

A expectativa do setor é de crescimento de até 30% no faturamento, impulsionado por promoções, lançamentos temáticos e pelo apelo digital, com campanhas nas redes sociais e vendas online.

Estratégia comercial

Segundo lojistas, o planejamento começa com antecedência, acompanhando tendências de mercado e preferências do público. A ideia é lembrar o consumidor de que a data se aproxima e estimular a compra gradual.

Com isso, produtos de diferentes tamanhos e valores já estão disponíveis, incluindo ovos gigantes e versões licenciadas, voltadas principalmente para o público infantil.

Impacto no comportamento do consumidor

A exposição antecipada, no entanto, pode influenciar o comportamento de compra. Para muitos consumidores, especialmente pais, a presença constante dos produtos gera pressão adicional.

“Principalmente quem tem criança pequena”, relatou uma consumidora, ao comentar que quase antecipou a compra após insistência do filho.

Especialistas apontam que a chegada cada vez mais precoce de datas comemorativas ao comércio pode provocar uma sensação de aceleração do tempo, contribuindo para ansiedade e consumo impulsivo.

Segundo psicólogos, quando o consumidor é exposto continuamente a estímulos visuais ligados a eventos futuros, pode surgir a impressão de que os compromissos e datas estão se sucedendo rapidamente, o que impacta tanto o planejamento financeiro quanto o emocional.

Crianças e consumo

No caso das crianças, a influência tende a ser ainda maior. Como ainda estão desenvolvendo a noção de tempo, a exposição frequente aumenta o desejo imediato pelo produto.

Especialistas orientam que os pais aproveitem o momento para explicar o significado da data, trabalhar a noção de espera e estimular o planejamento, inclusive financeiro.

Planejamento como alternativa

A recomendação é que o consumidor avalie o próprio orçamento e reflita antes de antecipar compras. Perguntas simples, como “quanto tempo falta para a Páscoa?” e “essa compra cabe no planejamento?”, podem ajudar a evitar gastos por impulso.

Para alguns consumidores, o desafio é equilibrar tradição e cautela. Há quem considere que a exposição muito antecipada dos produtos acaba reduzindo parte do “encanto” da data.

Enquanto isso, o comércio segue acelerando o calendário, apostando na antecipação como forma de ampliar as vendas e manter o consumidor atento às próximas datas comemorativas.

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