Os especialistas em
carreira são unânimes em afirmar: ter talento para atuar em
determinada área não é garantia de sucesso. No contexto em que
vivemos hoje, outras características relacionadas com a inteligência
emocional, como a capacidade de persistir e aprender com as
derrotas, representam um grande diferencial competitivo.
Persistência é palavra-chave
“Eu
circulei muito por incubadoras de empresas e conheci verdadeiros
gênios que simplesmente não tinham a perseverança para levar
adiante seus projetos, enquanto outros empreendedores menos geniais
chegaram lá, simplesmente porque acreditaram em suas ideias”,
conta Silvina Ramal, autora de onze livros sobre empreendedorismo e
gestão, entre eles Como Transformar seu Talento em um Negócio de
Sucesso e Construindo Planos de Negócios. Ela destaca que a
possibilidade de persistir em um ideal profissional, diante dos
primeiros fracassos, é o que pode fazer a diferença na conquista do
sucesso.
Mas,
para isso, é preciso encarar as derrotas como uma circunstância
conveniente para ampliar o repertório de competências, buscando
aprender com os erros. “Não basta aceitar que não funcionou, é
preciso entender o que deu errado, para mudar as estratégias”, diz
Fernando Mora, master coach, diretor fundador da Ellite Consultoria.
É o mesmo que desenvolver a capacidade de ser resiliente, ou seja,
lidar bem com as situações negativas da vida, porém, sem se
acomodar, buscando caminhos para vencê-las.
Habilidades de relacionamento X habilidades técnicas
Tão
importante quanto não perder a fé em si mesmo – e nos planos
de crescer
profissionalmente – é investir nas habilidades de
relacionamento. Afinal, a competência técnica, por si só, não
permite estabelecer conexões com pessoas influentes na sua área e
que podem abrir as portas para boas oportunidades.
“Estamos
vivendo na era do conhecimento e, diferentemente da era industrial,
os que se destacam são aqueles que conseguem estabelecer e construir
bons relacionamentos. O processo de geração de conhecimento está
diretamente associado à capacidade do profissional de trocar ideias
e de operar em rede”, explica Mauro Félix, coordenador da Escola
de Negócios do Centro Universitário Celso Lisboa.
É preciso ter um plano
Segundo
os especialistas, outro ponto estratégico para a construção de uma
carreira sólida é a capacidade de traçar metas e planejar quais
ações serão capazes de conduzir ao objetivo final almejado. Um
processo que começa com o autoconhecimento.
O
primeiro passo é avaliar as suas forças ou pontos fortes e, também,
os seus pontos fracos, em que é preciso investir, para
desenvolver-se. “Talento sem empenho não vale nada. As pessoas que
estão dispostas a saírem de sua zona de conforto para conquistarem
novos espaços são as que chegam onde desejam”, diz Mauro.
De
acordo com o master coach Fernando Mora, o roteiro de ações para
essa evolução pessoal, rumo à ascensão profissional, deve ser
orientado por três questões básicas: “O que posso continuar
fazendo?”, “O que devo começar a fazer?” e “O que devo parar
de fazer?”.
Uma coisa por vez
Definir
prioridades é uma das etapas mais importantes do planejamento da
carreira. Assim, é possível ir galgando os degraus do
autodesenvolvimento de forma gradativa, de olho nas habilidades que o
mercado mais valoriza.
Além
disso, vale ter em mente que, no caminho da realização
profissional, não há outra alternativa senão estudar, aprender,
especializar-se. “O conhecimento nunca avançou tão rapidamente
como hoje. A chance de se tornar obsoleto em um espaço de tempo
muito curto é enorme se o profissional não estiver permanentemente
atualizado em sua área de especialidade”, avisa Silvina Ramal,
consultora de educação corporativa.
Foco no resultado
Na lista
de competências essenciais para o sucesso, os especialistas em
carreira incluem, ainda, o nível de comprometimento com a atividade
profissional. “Nem sempre estamos no emprego dos sonhos mas, mesmo
assim, é importante que o foco seja a superação, que o colaborador
tenha um compromisso consigo mesmo, de dar o seu melhor”, conclui
Shírley Freitas, coach da Consultoria Ponto C.
Por Uol

