Paraíba é 2º Estado do Nordeste com mais afastamentos por doenças mentais, aponta MPT-PB

Depressão, ansiedade e transtorno do pânico são os principais motivos de afastamento no estado

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Freepik

A Paraíba registrou 9.457 afastamentos de trabalhadores por doenças ou transtornos mentais em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). O número representa uma média de 26 trabalhadores afastados por dia e coloca o estado como o segundo do Nordeste com maior índice desse tipo de afastamento, atrás apenas do Rio Grande do Norte.

A taxa na Paraíba é de 52,34 afastamentos por 10 mil trabalhadores, enquanto no Rio Grande do Norte chega a 55,12 por 10 mil. A análise considerou os benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano passado, nos programas B31 e B91, e cruzou os dados com o total de habitantes do estado que integram a força de trabalho. A maior parte dos afastamentos está relacionada a depressão, transtorno do pânico e ansiedade.

O procurador do Trabalho Marcos Almeida, coordenador regional da Codemat/MPT, destacou a gravidade do quadro. “A Paraíba infelizmente apresenta um quadro alarmante de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Mas também apresenta outro dado preocupante. A Paraíba é o 2º Estado do Nordeste em afastamentos por doenças mentais, como os transtornos depressivos e de ansiedade, que são a maioria dos casos. A cada dia, aqui no nosso Estado, 26 trabalhadores estão sendo afastados das suas atividades por adoecimento mental. Trata-se de uma estatística verdadeiramente alarmante, que reclama de órgãos públicos, instituições privadas e da sociedade em geral uma atenção especial para essa temática”, afirmou.

Marcos Almeida também enfatizou a necessidade de medidas preventivas. “Não é possível admitir que trabalhadores saiam de casa e, ao invés de ganhar a vida no trabalho, acabem encontrando adoecimento e morte no trabalho. É preciso reverter esse quadro de acidentes e adoecimento”, acrescentou o procurador.

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