A Paraíba registrou 9.457 afastamentos de trabalhadores por doenças ou transtornos mentais em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). O número representa uma média de 26 trabalhadores afastados por dia e coloca o estado como o segundo do Nordeste com maior índice desse tipo de afastamento, atrás apenas do Rio Grande do Norte.
A taxa na Paraíba é de 52,34 afastamentos por 10 mil trabalhadores, enquanto no Rio Grande do Norte chega a 55,12 por 10 mil. A análise considerou os benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano passado, nos programas B31 e B91, e cruzou os dados com o total de habitantes do estado que integram a força de trabalho. A maior parte dos afastamentos está relacionada a depressão, transtorno do pânico e ansiedade.
O procurador do Trabalho Marcos Almeida, coordenador regional da Codemat/MPT, destacou a gravidade do quadro. “A Paraíba infelizmente apresenta um quadro alarmante de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Mas também apresenta outro dado preocupante. A Paraíba é o 2º Estado do Nordeste em afastamentos por doenças mentais, como os transtornos depressivos e de ansiedade, que são a maioria dos casos. A cada dia, aqui no nosso Estado, 26 trabalhadores estão sendo afastados das suas atividades por adoecimento mental. Trata-se de uma estatística verdadeiramente alarmante, que reclama de órgãos públicos, instituições privadas e da sociedade em geral uma atenção especial para essa temática”, afirmou.
Marcos Almeida também enfatizou a necessidade de medidas preventivas. “Não é possível admitir que trabalhadores saiam de casa e, ao invés de ganhar a vida no trabalho, acabem encontrando adoecimento e morte no trabalho. É preciso reverter esse quadro de acidentes e adoecimento”, acrescentou o procurador.



