Novo teste do pezinho na Paraíba prevê identificação de mais doenças em recém-nascidos

O exame deverá ser disponibilizado para todos os recém-nascidos atendidos pela rede pública estadual, incluindo hospitais, maternidades, Unidades de Saúde da Família (USFs) e outros estabelecimentos que atendem gestantes e crianças.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação

A Paraíba regulamentou a realização do teste do pezinho ampliado na rede pública de saúde, estabelecendo regras para a triagem de recém-nascidos e a inclusão gradual de exames para identificar diferentes doenças. A medida foi publicada nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial do Estado da Paraíba, por meio da Portaria Interna nº 061/GS.

O exame deverá ser disponibilizado para todos os recém-nascidos atendidos pela rede pública estadual, incluindo hospitais, maternidades, Unidades de Saúde da Família (USFs) e outros estabelecimentos que atendem gestantes e crianças.

Cinco etapas de ampliação

A regulamentação prevê a ampliação da triagem em cinco etapas, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), do Ministério da Saúde.

Na primeira etapa, serão investigadas fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.

A segunda etapa inclui exames para identificar galactosemias, aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da ureia e distúrbios da betaoxidação dos ácidos graxos.

Na terceira etapa estão previstas as doenças lisossômicas. A quarta contempla imunodeficiências primárias, enquanto a quinta prevê a investigação de atrofia muscular espinhal (AME).

Ampliação será gradual

A implantação dos novos exames será feita de forma gradual, conforme o cronograma e as orientações técnicas do Programa Nacional de Triagem Neonatal.

A portaria também permite a inclusão futura de outros exames, desde que exista recomendação e justificativa do Programa Estadual de Triagem Neonatal (PETN) e sejam consideradas as condições técnicas e orçamentárias para a implementação.

Quem vai custear os exames

Os custos da execução da medida serão pagos com recursos da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba e com transferências do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para o Fundo Estadual de Saúde.

A portaria entrou em vigor na data de sua publicação e estabelece efeitos retroativos a dezembro de 2024.

A ampliação segue a Lei Federal nº 14.154/2021, que determinou a expansão gradual das doenças que podem ser identificadas pela triagem neonatal, além da legislação estadual que já assegurava o teste ampliado na Paraíba.

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