A Prefeitura de Cabedelo passou a ser comandada, nesta quarta-feira (15), pelo vereador José Pereira (Avante), até então presidente interino da Câmara Municipal. Ele assume o cargo de prefeito de forma temporária após o afastamento de Edvaldo Neto (Avante), determinado na terça-feira (14) durante a Operação Cítrico, realizada pela Polícia Federal.
A posse foi realizada na manhã desta quarta-feira (15), em ato oficial que formalizou a transição no comando do Executivo municipal. Em sua primeira manifestação como prefeito interino, Pereira afirmou confiar nas instituições e disse acompanhar os desdobramentos das investigações, aguardando o esclarecimento dos fatos recentes. O gestor também declarou que pretende manter a equipe de secretários que integrava a gestão do prefeito afastado.
“Confio na Justiça e no pleno esclarecimento dos fatos. Cabedelo seguirá avançando com equilíbrio, diálogo e dedicação ao nosso povo. Estou aqui para cuidar da cidade e garantir que tudo continue funcionando”, discursou o novo prefeito.
A nova troca no comando municipal reforça o cenário de instabilidade política em Cabedelo. Em um intervalo de cinco meses, este é o terceiro nome a assumir a Prefeitura, após a cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP), eleitos em 2024.
Com a saída de José Pereira para assumir a Prefeitura, a Câmara Municipal de Cabedelo passou a ser presidida de forma interina pelo vereador Wagner do Solanense (PV), 2º vice-presidente da Casa.
Operação Cítrico
Deflagrada na terça-feira (14), a Operação Cítrico, da Polícia Federal, apura um esquema que envolve fraude em licitações, desvio de recursos públicos e suposta ligação entre agentes políticos e uma facção criminosa. Durante a ação, o prefeito interino Edvaldo Neto foi afastado do cargo, dois dias após ser eleito em pleito suplementar realizado no domingo (12).
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, incluindo um apartamento do gestor, em Intermares. Segundo as investigações, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 270 milhões em contratos irregulares, com participação de políticos, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, ligada ao Comando Vermelho.



