O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) cumpriu agenda na Paraíba nesta quarta-feira (19), com atividades relacionadas à segurança pública em João Pessoa e Santa Rita, na Região Metropolitana. Na capital, ele contratou um trator para retirar lixo e entulho que, segundo o candidato, eram usados como barricadas por criminosos.
No bairro do Grotão, em João Pessoa, Santos acompanhou a retirada do material. Segundo informações divulgadas durante a agenda, o entulho seria utilizado para dificultar a circulação em uma área da comunidade.
Depois da passagem por João Pessoa, o candidato foi até Santa Rita, onde retirou de postes câmeras que, segundo ele, seriam utilizadas pelo crime organizado para monitorar a movimentação na região.
Santos subiu em um dos postes com uma escada e removeu manualmente um dos equipamentos. Até a última atualização, não havia informação oficial sobre a origem ou a finalidade das câmeras.
Durante a agenda, o candidato defendeu operações conjuntas entre os governos federal e estaduais e o aumento das penas para crimes como roubos.
Santos também afirmou que pretende estabelecer penas de 30 anos para assaltos, além de defender ações contra lideranças de organizações criminosas.
Ao comentar a situação da segurança no Rio de Janeiro, o candidato defendeu uma intervenção federal no estado, sob o argumento de que o crime organizado teria ampliado seu controle sobre determinadas regiões.
Durante entrevista, Santos também falou sobre propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do Nordeste.
Segundo o candidato, a estratégia deve incluir atividades agrícolas e frentes de trabalho no interior, com o objetivo de ampliar a geração de renda e reduzir a dependência de programas de assistência social.
À noite, em evento com apoiadores no Centro de João Pessoa, Santos voltou a abordar sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante uma coletiva de imprensa, afirmou que, caso seja eleito presidente, não cumpriria uma decisão judicial do STF que determinasse a interrupção de uma operação policial. Na declaração, mencionou o ministro Alexandre de Moraes.
A agenda do candidato na Paraíba foi encerrada após o evento realizado em João Pessoa.


