Sete detentos tentam deixar presídio de segurança máxima na Paraíba com alvarás falsos

Caso envolve suspeita de uso indevido de sistema institucional e já é apurado por sindicância interna

Foto: Reprodução / Governo da Paraíba

Uma tentativa de liberação envolvendo sete detentos da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, foi interrompida após policiais penais identificarem a apresentação de alvarás de soltura falsificados. A suspeita levou à checagem junto ao Judiciário, que confirmou que os documentos não haviam sido emitidos pelos referidos magistrados.

Os internos chegaram a ser chamados para os trâmites de liberação, mas a equipe de agentes suspeitou da autenticidade das ordens judiciais e decidiu verificar as informações antes de qualquer encaminhamento de saída. A checagem confirmou que se tratava de documentos falsos.

Os alvarás em questão apresentavam assinaturas atribuídas a magistrados da Vara de Execuções Penais. No entanto, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves informaram que não emitiram qualquer decisão autorizando a soltura dos detentos.

As investigações preliminares indicam que os documentos teriam sido encaminhados por meio do sistema Malote Digital, utilizado para comunicações oficiais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que levanta a hipótese de possível uso indevido de credenciais de acesso.

Após a constatação da fraude, a juíza responsável pelo caso determinou a adoção de medidas imediatas, classificando os documentos como falsos e produzidos com o objetivo de enganar o sistema de Justiça e viabilizar soltura indevida dos senteciados.

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou a ocorrência da tentativa de liberação por meio de alvarás falsificados e informou que nenhuma das saídas foi efetivada. O órgão comunicou o caso à Presidência do Tribunal, às comissões de segurança institucional e de segurança da informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça. O Ministério Público também foi notificado, e uma sindicância foi instaurada pela direção da unidade prisional para apurar os fatos.

O Conselho Nacional de Justiça ainda não se manifestou sobre o caso.

Os detentos citados nas investigações são Clodoberto da Silva, conhecido como Betinho; Diego Alexandro dos Santos Ribeiro, o Baiola; Samuel Mariano da Silva, o Samuka; João Batista da Silva, o Junior Pitoco; Celio Luis Marinho Soares, o Celio Guará; Vinicius Barbosa de Lima, o Vini; e Francinaldo Barbosa de Oliveira, o Vaqueirinho. Até a última atualização, as defesas dos envolvidos não haviam se pronunciado.

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