Suspeito de envolvimento em assalto com reféns no Seixas é preso em João Pessoa

Segundo a Polícia Civil, o investigado teria sido um dos beneficiários diretos de transferências bancárias realizadas pelas vítimas durante o crime.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
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Foto: Imagem ilustrativa

Um homem foi preso na manhã desta terça-feira (15) suspeito de envolvimento no assalto em que uma família foi mantida refém por mais de três horas dentro de uma residência na praia do Seixas, em João Pessoa.

Segundo a Polícia Civil, o investigado teria sido um dos beneficiários diretos de transferências bancárias realizadas pelas vítimas durante o crime.

A prisão foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa e integra uma investigação mais ampla sobre um grupo suspeito de praticar roubos a residências na Capital.

Com as ações já realizadas no âmbito da investigação, dez pessoas foram presas, de acordo com a Polícia Civil.

Suspeito teria recebido dinheiro das vítimas

A Polícia Civil aponta que o homem preso nesta terça-feira recebeu valores transferidos durante o período em que os moradores eram mantidos sob domínio dos criminosos.

O nome dele não foi divulgado.

Segundo a investigação, o suspeito já cumpria pena em regime aberto por tráfico de drogas.

A Polícia Civil apura qual teria sido exatamente a participação dele na estrutura do grupo e no destino do dinheiro obtido durante o assalto.

De acordo com o delegado Gabriel da Rocha, responsável pela investigação, os crimes atribuídos ao grupo seguem um padrão de invasão de residências e manutenção das vítimas como reféns.

Em alguns dos casos investigados, o prejuízo provocado pelos criminosos teria ultrapassado R$ 50 mil.

Família ficou mais de três horas refém no Seixas

O assalto investigado aconteceu na madrugada de 22 de agosto, na praia do Seixas.

Quatro homens armados e encapuzados invadiram a residência e renderam as pessoas que estavam no imóvel.

No local estavam:

  • o casal proprietário da residência;
  • os três filhos do casal;
  • uma babá;
  • um segurança.

As vítimas permaneceram sob domínio dos criminosos por mais de três horas.

As crianças, segundo as informações da investigação, não chegaram a ser acordadas durante a ação.

Criminosos levaram carro, joias e eletrônicos

Após permanecerem durante horas dentro da residência, os suspeitos fugiram levando diversos bens.

Entre os itens roubados estavam:

  • um veículo;
  • celulares;
  • um notebook;
  • joias;
  • dinheiro.

A residência passou por perícia após o crime, com o objetivo de encontrar vestígios que pudessem ajudar na identificação dos envolvidos.

As investigações também passaram a analisar movimentações financeiras realizadas durante o assalto, o que levou à identificação de pessoas que teriam recebido valores das vítimas.

Grupo é investigado por outros roubos

A prisão desta terça-feira faz parte de uma sequência de ações da Polícia Civil contra o grupo.

Em 26 de agosto, policiais cumpriram três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nos bairros de Mangabeira e Gramame.

Naquele momento, três suspeitos foram presos. Um deles já estava custodiado na Penitenciária Sílvio Porto.

A Polícia Civil informou que o grupo é investigado por outros roubos a residências em João Pessoa.

Entre os episódios apurados está outro assalto registrado quatro dias antes do caso do Seixas, quando uma família foi mantida refém dentro de uma residência no Portal do Sol.

Na ocasião, foram roubados eletroeletrônicos, um carro e uma motocicleta.

Roubo a depósito de gás também é investigado

O mesmo grupo também é apontado pela Polícia Civil como suspeito de envolvimento em um roubo a um depósito de gás.

Durante essa ocorrência, uma arma pertencente a um policial teria sido levada.

A participação de cada investigado nos diferentes crimes ainda está sendo apurada individualmente.

As prisões realizadas no curso da investigação não representam condenação definitiva, e os suspeitos terão direito à defesa no decorrer do processo.

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