A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta quarta-feira (22), um homem suspeito de participar de um assalto que terminou com uma família feita refém durante cerca de duas horas no bairro das Malvinas, em Campina Grande. A ação faz parte da Operação Sorrateiros, que investiga um grupo envolvido em roubo, extorsão e lavagem de dinheiro.
O crime aconteceu na noite do dia 8 de julho, quando dois homens invadiram uma residência após pularem o muro do imóvel. Armados com uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38, os suspeitos renderam três mulheres que estavam na casa.
Segundo a investigação, durante o período em que mantiveram as vítimas sob ameaça, os criminosos obrigaram as mulheres a realizar diversas transferências bancárias via Pix. O prejuízo financeiro chegou a aproximadamente R$ 46 mil.
Além do dinheiro, os suspeitos levaram equipamentos eletrônicos, celulares, joias e outros objetos pessoais. Uma caminhonete também foi roubada, mas o veículo foi localizado posteriormente.
Suspeito preso teria informações sobre a rotina da família
O homem preso nesta quarta-feira tem 23 anos e, segundo a Polícia Civil, morava no mesmo bairro onde o crime aconteceu. Ele teria agido junto com o cunhado, identificado como Mago Renan, que segue foragido.
As investigações apontam que o suspeito preso teria conseguido informações sobre a rotina da residência porque a mãe dele trabalhava como diarista na casa das vítimas.
O delegado Francisco Júnior explicou, no entanto, que não há indícios de participação da mãe do investigado no crime.
“Não há nenhum fato concreto que indique a participação direta dela. Ele pode ter escutado alguma conversa e, a partir disso, realizado os levantamentos por iniciativa própria”, afirmou o delegado.
Outras prisões
Um dia após o assalto, a Polícia Civil já havia prendido duas mulheres suspeitas de emprestar os próprios nomes para receber as transferências via Pix feitas pelas vítimas. Segundo a investigação, elas receberiam uma comissão pela participação no esquema.
Durante a nova fase da operação, além da prisão preventiva do suspeito, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de um dos investigados.
Foragido
A Polícia Civil continua procurando Mago Renan, apontado como um dos executores diretos do crime. Segundo a investigação, ele aparece em imagens de câmeras de segurança participando da invasão da residência.
Denúncias que possam ajudar na localização do suspeito podem ser feitas de forma anônima pelos canais da Polícia Civil.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de roubo majorado, extorsão mediante restrição da liberdade das vítimas e lavagem de dinheiro.


