Polícia Civil prende suspeitos e desarticula esquema de furto e receptação de hidrômetros em João Pessoa

Durante a segunda fase da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Regional da Comarca da Capital.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação/PCPB

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta quarta-feira (22), a segunda fase da Operação Alcance, com o objetivo de combater uma rede envolvida em furtos e receptação de hidrômetros em João Pessoa. A ação teve como foco não apenas os responsáveis pelos furtos, mas também os comerciantes que compravam os equipamentos de origem ilegal.

De acordo com a investigação, mais de 1 mil hidrômetros foram furtados na capital paraibana somente nos primeiros seis meses de 2026. O número já se aproxima da quantidade registrada durante todo o ano passado, quando foram contabilizados cerca de 1,3 mil casos.

Segundo a Polícia Civil, o prejuízo provocado pelos crimes ultrapassa R$ 1 milhão.

Durante a segunda fase da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Regional da Comarca da Capital. Uma pessoa foi presa em flagrante e aproximadamente R$ 100 mil em objetos de origem ilícita foram recuperados.

A delegada Emília Ferraz, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Crimes contra o Patrimônio, explicou que a investigação passou a mirar também os receptadores, já que a compra dos equipamentos furtados estimula a prática criminosa.

“Nosso foco não estava vinculado somente ao crime primário, que é o furto e o roubo, mas também ao crime secundário, que é a receptação, porque ele fomenta o crime primário”, afirmou a delegada.

Furto causa prejuízo e desperdício de água

Além do prejuízo financeiro para a concessionária responsável pelo abastecimento de água, o furto dos hidrômetros também provoca desperdício do recurso, já que a retirada do equipamento pode deixar o local com vazamento até a substituição.

A Polícia Civil orienta que moradores que tiverem o hidrômetro furtado registrem um Boletim de Ocorrência. O documento é necessário para que a empresa responsável pelo abastecimento faça a reposição do equipamento sem que o custo seja repassado ao consumidor.

A corporação informou ainda que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, incluindo os responsáveis pela execução dos furtos.

A primeira fase da Operação Alcance foi realizada no dia 25 de junho e resultou na prisão de um suspeito de envolvimento em crimes contra o patrimônio. A nova etapa busca interromper a cadeia de comercialização ilegal dos hidrômetros furtados.

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