Presos apontados como chefes de facções na Paraíba são transferidos para presídios federais

A transferência ocorreu após determinação judicial e contou com a atuação integrada de órgãos estaduais e federais.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Penitenciária de Segurança Máxima PB1 e PB2, em João Pessoa. – Foto: Reprodução

Presos apontados pelas autoridades como chefes de organizações criminosas que atuam na Paraíba foram transferidos nesta quinta-feira (13) da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1/PB2) para unidades do Sistema Penitenciário Federal. A transferência ocorreu após determinação judicial e contou com a atuação integrada de órgãos estaduais e federais.

A operação envolveu a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB), a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Sesds), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Polícia Penal Federal.

Os presos estavam custodiados na unidade de segurança máxima localizada em João Pessoa e foram retirados do sistema penitenciário estadual para cumprimento da determinação judicial.

A medida faz parte das estratégias de segurança voltadas a presos considerados de alto risco e que, segundo as autoridades, possuem posição de liderança ou influência sobre organizações criminosas.

As identidades dos presos transferidos e as unidades federais de destino não foram informadas oficialmente nas informações divulgadas sobre a operação.

De acordo com a Administração Penitenciária da Paraíba, novas transferências poderão ser realizadas nos próximos dias, caso sejam consideradas necessárias e haja novas determinações dos órgãos competentes.

A transferência para o sistema federal é uma medida prevista para situações específicas e depende de decisão judicial, conforme os procedimentos da legislação de execução penal.

A operação desta quinta-feira também ocorre meses depois de uma tentativa de utilização de alvarás de soltura falsos para retirar presos apontados como integrantes de facções do PB1/PB2. Em maio de 2026, o Tribunal de Justiça da Paraíba confirmou a fraude e informou que uma sindicância havia sido instaurada para apurar o caso.

A ida para unidades federais busca, entre outros objetivos, ampliar o controle sobre presos considerados estratégicos para organizações criminosas e reduzir a possibilidade de articulação com integrantes que permanecem fora do sistema prisional.

A operação foi realizada de forma integrada entre as estruturas estaduais e federais de segurança. A continuidade das transferências dependerá de novas avaliações e decisões das autoridades responsáveis.

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