Polícia investiga homem suspeito de ameaçar adolescentes para obter vídeos íntimos na Grande João Pessoa

A investigação é conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos e faz parte da Operação Rede Limpa II.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Paraíba cumpriu, nesta quinta-feira (3), um mandado de busca e apreensão contra um homem suspeito de usar perfis falsos nas redes sociais para ameaçar adolescentes e exigir o envio de vídeos íntimos.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos e faz parte da Operação Rede Limpa II.

Segundo a Polícia Civil, pelo menos três vítimas já foram identificadas, todas estudantes de uma mesma escola de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa.

O investigado, que também mora no município, não foi preso durante a operação.

Suspeito usava perfis falsos no Instagram

De acordo com a investigação, o homem mantinha diversas contas falsas no Instagram, com nomes e imagens que não permitiam relacionar os perfis à identidade real dele.

Segundo o delegado João Ricardo, responsável pelo caso, o investigado tem mais de 30 anos, mas poderia utilizar imagens de adolescentes nos perfis para facilitar a aproximação com as vítimas.

A polícia afirma que algumas das adolescentes abordadas tinham 13 anos.

As identidades das vítimas não foram divulgadas e devem permanecer preservadas.

Polícia aponta chantagem para obtenção de vídeos

Segundo a Polícia Civil, o suspeito iniciava conversas com as adolescentes e posteriormente teria alterado o conteúdo dos diálogos para criar a impressão de que as próprias vítimas demonstravam interesse na troca de imagens íntimas.

A partir desse material, de acordo com a investigação, ele passava a ameaçar as estudantes com a possibilidade de expor as conversas ou imagens.

As ameaças teriam sido utilizadas para pressionar as vítimas a gravar e enviar novos conteúdos íntimos.

O caso começou a ser investigado depois que uma das adolescentes denunciou a situação.

Polícia acredita que pode haver mais vítimas

Até o momento, três estudantes foram identificadas, mas a Polícia Civil investiga a possibilidade de que outras adolescentes também tenham sido abordadas pelo suspeito.

O delegado destacou que investigações desse tipo podem começar a partir de uma única denúncia e revelar posteriormente outras vítimas.

Por isso, pessoas que tenham passado por situação semelhante são orientadas a procurar a polícia.

Celular foi apreendido

Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam o telefone celular do investigado.

O aparelho será submetido a análise para tentar recuperar mensagens, arquivos e outras informações que possam ajudar a esclarecer o caso.

Segundo a Polícia Civil, não foram encontradas, durante a diligência inicial, imagens no aparelho que justificassem uma prisão em flagrante naquele momento.

Por esse motivo, o suspeito não foi preso.

A polícia ressalta, porém, que a ausência imediata dos arquivos não encerra a investigação, já que perícias podem tentar recuperar conteúdos eventualmente apagados.

Investigação será encaminhada ao Ministério Público

A Delegacia de Crimes Cibernéticos continuará analisando o material apreendido e reunindo provas sobre a atuação do investigado.

Depois da conclusão das diligências, o procedimento deverá ser encaminhado ao Ministério Público, que poderá avaliar a adoção das medidas judiciais cabíveis.

A responsabilidade criminal do investigado ainda dependerá da conclusão da investigação e da análise da Justiça.

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