Prefeito de João Pessoa exonera Rougger Guerra após citação em operação e nomeia substituto

A decisão, a pedido, foi publicada no Diário Oficial do Município.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, oficializou nesta sexta-feira (17) a exoneração, a pedido, de Rougger Guerra do cargo de secretário de Gestão Governamental e Articulação Política. A decisão, a pedido, foi publicada no Diário Oficial do Município.

A saída ocorre após Rougger Guerra ter sido citado na Operação Cítrico, deflagrada na última terça-feira (14), que investiga um suposto esquema de irregularidades envolvendo recursos públicos.

Para o lugar de Rougger Guerra, o prefeito nomeou Vitor Cavalcante de Sousa Valério. Ele já integrava a gestão municipal e foi secretário de Desenvolvimento Social na administração de Luciano Cartaxo, em 2017.

Ainda na terça-feira (14), o então secretário havia colocado o cargo à disposição, alegando a necessidade de preservar o funcionamento da gestão pública. Em nota, afirmou não ter envolvimento com os fatos investigados e disse confiar no esclarecimento das apurações.

A Operação Cítrico é conduzida pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.

As investigações apuram suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa, com atuação no município de Cabedelo.

Durante a operação, o prefeito de Cabedelo, Edivaldo Neto, eleito em eleição suplementar no último domingo (12), foi afastado do cargo.

Segundo as apurações, o grupo investigado teria utilizado contratos administrativos para beneficiar empresas, com possível infiltração de integrantes do crime organizado na estrutura pública e uso de recursos para manutenção de influência política.

O caso segue em investigação.

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