Prima de jovem que morreu após entrar em jaula de leoa se amarra em frente a escola e protesta por inclusão de pessoas atípicas em João Pessoa

Durante a manifestação, Gabriela se amarrou em frente à unidade de ensino para chamar atenção para o que classifica como dificuldades enfrentadas pela família em relação à adaptação da rotina escolar do filho e ao atendimento de suas necessidades específicas.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Uma mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) realizou um protesto, nesta terça-feira (21), em frente à escola onde o filho estuda, cobrando inclusão escolar e o cumprimento dos direitos garantidos ao estudante.

Durante a manifestação, Gabriela se amarrou em frente à unidade de ensino para chamar atenção para o que classifica como dificuldades enfrentadas pela família em relação à adaptação da rotina escolar do filho e ao atendimento de suas necessidades específicas.

Segundo ela, a falta de medidas adequadas por parte da instituição tem provocado episódios de desregulação emocional da criança e aumentado o desgaste da família.

Durante o protesto, Gabriela fez referência à morte de um familiar que ganhou repercussão na Paraíba.

Ela é prima de “Vaqueirinho”, jovem diagnosticado com esquizofrenia que morreu em 2025 após entrar na jaula de um leão em um zoológico de João Pessoa.

Ao relacionar os dois casos, a mãe afirmou que continuará lutando para garantir os direitos do filho.

“Não vai acontecer com meu filho o que aconteceu com Vaqueirinho. Eu vou lutar pelo meu filho, aconteça o que acontecer. Meu filho não vai ser mais um enjaulado”, declarou.

O protesto chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local e teve como objetivo cobrar da escola a adoção de medidas que garantam a inclusão escolar e o atendimento adequado à criança, conforme previsto na legislação que assegura os direitos das pessoas com deficiência.

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