O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um processo administrativo disciplinar por assédio sexual e moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), também exercia atividades religiosas como diácono da Diocese de Campina Grande e já havia respondido a outro processo por assédio sexual.
Na UFCG, Antônio Lisboa ocupava o cargo de professor associado e integrava o corpo permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd). Ao longo da carreira, também participou do Conselho Municipal de Educação de Campina Grande, onde atuou como conselheiro e vice-presidente entre 2014 e 2016.
Além da atuação acadêmica, o docente foi ordenado diácono em 2015 pela Diocese de Campina Grande. Em maio deste ano, havia sido designado para atuar na Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Lucas, após transferência da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário.
O nome do professor já havia sido alvo de investigação judicial anteriormente. Em 2017, ele respondeu a um processo por assédio sexual contra duas mulheres. Na ocasião, a Justiça concedeu a suspensão condicional do processo. Após o cumprimento das condições estabelecidas, entre elas prestação de serviços à comunidade e comparecimento periódico em juízo, a punibilidade foi extinta e o caso arquivado.
A demissão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (14). Conforme a portaria assinada pelo ministro da Educação, o processo administrativo concluiu que o professor praticou condutas de conotação sexual e assédio moral contra estudantes, utilizando-se do cargo que ocupava na universidade.
A defesa de Antônio Lisboa informou que recorrerá da decisão administrativa e afirmou que o professor foi absolvido na esfera criminal em processo relacionado aos mesmos fatos. A Diocese de Campina Grande foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
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