Bancários de Ribeirão Preto aprovam paralisação nesta quinta

Bancários de Ribeirão Preto e região rejeitaram a proposta da Fenaban e aprovaram paralisação de 24 horas nesta quinta-feira, dia 20.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: Agencia RBS

Bancários de Ribeirão Preto e região aprovaram uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), após rejeitarem a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da campanha salarial de 2026. A decisão foi tomada em assembleia realizada na segunda-feira (17) e recebeu 86,63% dos votos favoráveis.

Além disso, a proposta apresentada pelas instituições financeiras foi rejeitada por 97,76% dos trabalhadores que participaram da votação. Dessa forma, a categoria decidiu intensificar a mobilização e pressionar os bancos antes da próxima rodada de negociações.

A paralisação ocorre em meio às discussões nacionais entre representantes dos trabalhadores e dos bancos. Entre as principais reivindicações estão aumento real dos salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e reajustes nos benefícios.

Bancários rejeitam proposta da Fenaban

A proposta da Fenaban foi considerada insuficiente pelos trabalhadores de Ribeirão Preto e região. Entre os pontos que provocaram maior insatisfação está a previsão de reajustes divididos em três faixas e o congelamento do piso salarial de ingresso.

No entanto, a categoria defende que a negociação avance para um reajuste que não apenas recomponha as perdas provocadas pela inflação, mas também represente ganho real nos salários.

Além disso, os bancários cobram avanços na PLR e nos valores destinados à alimentação e às refeições. Segundo a categoria, os benefícios também precisam acompanhar a realidade econômica dos trabalhadores.

Categoria cobra aumento real e valorização dos benefícios

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos bancários estão:

  • Aumento real nos salários, acima da inflação;
  • Valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
  • Reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação;
  • Manutenção e valorização do piso salarial;
  • Rejeição ao congelamento do piso de ingresso.

Nesse sentido, os trabalhadores afirmam que a proposta apresentada pelos bancos não atende às expectativas da categoria.

Paralisação terá duração de 24 horas

A paralisação está programada para esta quinta-feira, 20 de agosto, e terá duração de 24 horas.

A mobilização foi aprovada por 86,63% dos bancários da base territorial do Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região. Por outro lado, apenas uma parcela dos trabalhadores se posicionou favoravelmente à proposta apresentada pela Fenaban, que acabou rejeitada por 97,76% dos votantes.

Ainda conforme a decisão da assembleia, a paralisação tem como objetivo pressionar os bancos para que uma nova proposta seja apresentada na mesa de negociação.

Negociações serão retomadas na próxima semana

Enquanto a categoria se prepara para a paralisação, o calendário de negociações prevê uma nova reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban na segunda-feira (24).

A expectativa dos trabalhadores é que a mobilização contribua para uma mudança na proposta apresentada pelos bancos.

Diante disso, a paralisação desta quinta-feira é tratada como uma forma de pressão antes da retomada das negociações. A categoria espera avanços principalmente nos salários, no piso de ingresso, na PLR e nos benefícios.

Bancários apontam insatisfação com proposta

A direção do Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região avalia que a proposta apresentada pelos bancos não corresponde aos resultados financeiros registrados pelo setor.

A entidade também argumenta que os trabalhadores tiveram participação direta na obtenção desses resultados e, portanto, devem ser contemplados nas negociações.

Por fim, a categoria espera que a próxima rodada de conversas resulte em uma proposta considerada mais adequada às reivindicações dos bancários.

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