Moraes autoriza investigação contra Flávio Bolsonaro por post sobre Lula

Senador é investigado por suspeita de calúnia após publicação em rede social no início de janeiro

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Alexandre de Moraes | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Alexandre de Moraes | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para apurar a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A apuração tem como base uma representação apresentada pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso está relacionado a uma publicação feita pelo senador na rede social X, em 3 de janeiro, na qual ele fez acusações contra o presidente, mencionando supostos crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e ligação com organizações criminosas.

Na mesma postagem, o parlamentar também fez referência ao chamado Foro de São Paulo e compartilhou imagens associadas a reportagens e figuras políticas internacionais, incluindo o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro.

Segundo a PGR, o conteúdo foi divulgado em ambiente público e alcançou grande número de usuários, contendo imputações consideradas potencialmente ofensivas à honra do chefe do Executivo federal, o que motivou a abertura da investigação.

Moraes determinou que a Polícia Federal conduza o inquérito no prazo inicial de 60 dias. O ministro também retirou o sigilo do processo, sob o entendimento de que não há justificativa para manter a tramitação restrita.

A abertura do inquérito ocorre em meio ao período de articulação política para a sucessão presidencial. Flávio Bolsonaro é apontado como o escolhido do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro deste ano.

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