Primeira onda de calor da primavera deve começar neste sábado (26); confira previsão

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso vermelho para seis estados do Brasil

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Tomaz Silva/Agência Brasil

A primavera chegou e as mudanças de temperatura também.

A primeira onda de calor da estação deste ano está prevista para começar neste sábado (26) e atingir partes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

O instituo emitiu aviso vermelho para onda de calor, válido de sábado (26) até quarta-feira (30). O episódio deve provocar uma sequência de dias com temperaturas máximas superiores à média climatológica em 5 °C ou mais, por pelo menos cinco dias consecutivos.

As temperaturas máximas poderão chegar a 41 °C em Cuiabá (MT), no domingo (27) e na segunda-feira (28), e a 40 °C em Campo Grande (MS), na segunda-feira. Em São Paulo (SP), a máxima poderá atingir 32 °C no domingo.

O aviso abrange seis estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, em todo o território; além do centro e do sul de Mato Grosso, incluindo a capital, Cuiabá; do centro, do sul e do oeste do Rio de Janeiro, incluindo a capital; e do sul e do sudeste de Minas Gerais, em áreas próximas aos municípios de Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.

Outras regiões do país também deverão registrar temperaturas elevadas nos próximos dias, mas não se encaixam no aviso para onde de calor, porque a previsão dessa áreas não atende simultaneamente aos critérios de intensidade e persistência usados para caracterizar uma onda de calor.

Essas condições deverão ser observadas em partes do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do sul de Rondônia, do sul de Goiás, do centro e do sul do Pará e em outras áreas de Mato Grosso. Em Brasília (DF), a máxima poderá atingir 32 °C no início da próxima semana.

Um dos fatores que devem contribuir para o aumento das temperaturas é uma área de baixa pressão que vai se intensificar entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai nos próximos dias. O sistema, conhecido como Baixa do Noroeste da Argentina (BNOA), começa a se desenvolver na madrugada desta sexta-feira (25), com pressão central próxima de 1008 hPa.

A previsão indica um rápido fortalecimento entre domingo (27) e segunda-feira (28). Na tarde de segunda, a pressão central poderá chegar a cerca de 995 hPa, momento em que o sistema deve atingir sua maior intensidade, segundo o INMET.

O fortalecimento da baixa pressão altera a circulação dos ventos e favorece o transporte de ar quente das áreas mais ao norte para o Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. Esse processo contribui para a elevação rápida das temperaturas e ajuda a manter o calor nos dias seguintes.

Outro fator que deve reforçar o calor é a formação de uma área de alta pressão na alta troposfera, entre aproximadamente 5 km e 12 km de altitude. A circulação deverá atuar sobre partes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país e favorecer a descida do ar em direção à superfície.

Esse movimento, chamado de subsidência, faz com que o ar seja comprimido e se aqueça à medida que desce. Com isso, as temperaturas podem permanecer elevadas por mais tempo, principalmente em conjunto com o transporte de ar quente próximo à superfície.

A combinação desses fatores está associada ao chamado “domo de calor”, termo usado para descrever uma área de alta pressão que favorece a permanência de uma massa de ar quente sobre determinada região. Esse padrão dificulta a renovação do ar e contribui para a persistência das temperaturas acima da média.

Segundo a previsão, o calor deve continuar até quarta-feira (30). Depois disso, a chegada de uma nova frente fria deve alterar o padrão atmosférico no centro-sul do Brasil e favorecer a queda das temperaturas nas áreas afetadas.

O INMET recomenda que a população acompanhe as atualizações das previsões e dos avisos meteorológicos nos próximos dias. Como as condições atmosféricas podem mudar, os modelos também podem ser ajustados com a chegada de novos dados. Novas informações sobre a intensidade, duração e área de abrangência do episódio devem ser divulgadas pelos canais oficiais do Instituto.

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