O Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a adotar o esquema com duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite, doença conhecida popularmente como paralisia infantil. A medida faz parte das estratégias para fortalecer a imunização das crianças e reduzir os riscos de reintrodução do vírus no Brasil.
A poliomielite é uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada por um vírus que pode atingir o sistema nervoso e provocar sequelas permanentes, como paralisia dos membros. Embora o país não registre casos da doença há décadas, autoridades de saúde mantêm o alerta para a importância da vacinação, já que o vírus ainda circula em algumas regiões do mundo.
Com a atualização do calendário vacinal, as crianças devem receber as doses de rotina nos primeiros meses de vida e, posteriormente, duas doses de reforço para garantir uma proteção mais duradoura. A recomendação busca ampliar a resposta imunológica e reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.
Especialistas destacam que a queda na cobertura vacinal observada nos últimos anos acendeu um sinal de preocupação. A redução da adesão às campanhas de vacinação pode abrir espaço para o retorno de doenças que já estavam controladas ou eliminadas no território nacional.
A retomada das duas doses de reforço ocorre em um momento em que o Ministério da Saúde intensifica ações de conscientização sobre a importância das vacinas. A meta é aumentar os índices de imunização infantil e assegurar que as crianças estejam protegidas contra enfermidades graves e evitáveis.
Pais e responsáveis devem ficar atentos ao calendário de vacinação e verificar se a caderneta das crianças está atualizada. As doses são disponibilizadas gratuitamente nas unidades de saúde de todo o país.
Por que a vacina contra a pólio é importante?
A vacinação é considerada a principal ferramenta para prevenir a poliomielite. A doença pode causar complicações severas e não possui tratamento específico capaz de reverter os danos provocados pelo vírus. Por isso, manter a imunização em dia é fundamental para preservar a proteção individual e coletiva.
Além de proteger as crianças vacinadas, a alta cobertura vacinal ajuda a impedir a circulação do vírus na comunidade, contribuindo para que o Brasil continue livre da paralisia infantil.
A orientação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis procurem a unidade básica de saúde mais próxima para esclarecer dúvidas e garantir que todas as doses previstas no calendário infantil sejam aplicadas corretamente.
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