Mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais em farmácias de SP

Levantamento identificou diferenças expressivas entre farmácias físicas e virtuais em São Paulo. Especialistas reforçam que pesquisar preços antes da compra pode representar uma economia significativa para o consumidor.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube Manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming e produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo, como Halleluya (Fortaleza), Troféu Louvemos o Senhor, Visitas do Papa ao Brasil, Gerando Falcões, A Fazenda, Brasil Urgente, Programa do Gugu e Porsche Cup Brasil. Também atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais de artistas como Cézar e Paulinho, Maurício Manieri, Frei Gilson, Hesed e Rosa de Saron. Com formação técnica em Cinema, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial, gestão em Google Business, redes NDI e registro Anac em operação de drones.

Quem precisa comprar medicamentos em São Paulo pode encontrar diferenças de preço superiores a 2.400% para um mesmo produto, dependendo da farmácia escolhida. O levantamento, divulgado nesta semana, analisou valores praticados em estabelecimentos físicos e plataformas de venda online, evidenciando a importância da pesquisa antes da compra.

Pesquisa aponta diferenças expressivas entre estabelecimentos

A análise comparou dezenas de medicamentos comercializados no estado e verificou que a discrepância de preços atinge tanto remédios genéricos quanto produtos de referência. Em alguns casos, o mesmo medicamento apresentou valores dezenas de vezes superiores entre um estabelecimento e outro.

Além disso, a pesquisa mostrou que a variação também ocorre nas vendas pela internet. Dessa forma, o consumidor pode encontrar preços bastante distintos mesmo ao comparar grandes redes de farmácias.

Vale destacar que fatores como política comercial, concorrência regional, estoques e estratégias promocionais ajudam a explicar parte dessas diferenças. Entretanto, isso reforça a necessidade de avaliar diferentes opções antes de concluir a compra.

Genéricos registram as maiores diferenças

Entre os medicamentos analisados, os genéricos concentraram as maiores variações de preço. Em um dos exemplos avaliados, um mesmo produto foi encontrado por valores que ultrapassam vinte vezes a diferença entre o menor e o maior preço praticado.

Ao mesmo tempo, medicamentos de referência também apresentaram diferenças relevantes, embora em percentuais inferiores aos observados nos genéricos.

Especialistas orientam que o consumidor consulte diferentes farmácias antes de efetuar a compra, especialmente quando o tratamento envolve medicamentos de uso contínuo.

Além disso, comparar preços em lojas físicas e plataformas digitais pode ampliar as chances de encontrar ofertas mais vantajosas. Ainda, programas de descontos oferecidos por laboratórios e redes farmacêuticas podem contribuir para reduzir o custo final da medicação.

Nesse sentido, também é recomendável verificar a possibilidade de utilização de medicamentos genéricos, quando houver indicação médica, já que esses produtos seguem critérios de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos pelas autoridades sanitárias.

Consumidor deve ficar atento

Apesar das diferenças encontradas, o menor preço nem sempre deve ser o único fator considerado. É importante conferir a procedência do estabelecimento, a validade dos medicamentos e as condições de armazenamento dos produtos.

Por fim, especialistas lembram que medicamentos devem ser utilizados somente com orientação de profissionais de saúde e que a comparação de preços representa uma ferramenta importante para reduzir despesas sem comprometer o tratamento

Leia também:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS