Desenvolvimento infantil: por que acompanhar cada etapa pode mudar o futuro da criança

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Sustentar a cabeça, engatinhar, dizer as primeiras palavras ou brincar com outras crianças: esses pequenos gestos fazem parte dos chamados marcos do desenvolvimento, que indicam como está o progresso físico, cognitivo, motor e emocional de uma criança. Embora cada criança tenha seu ritmo, saber o que é esperado em cada idade é essencial para detectar possíveis atrasos e garantir uma intervenção precoce.

“A avaliação do desenvolvimento infantil começa ainda na gestação, com o pré-natal e os exames de imagem. Mas é nos primeiros anos de vida que esse acompanhamento se torna ainda mais decisivo”, explica a pediatra e neonatologista Dra. Vitória Paiva, do Hospital Albert Einstein.

Mais do que pesar e medir: o que é puericultura?

A prática médica voltada ao acompanhamento infantil é chamada de puericultura. Segundo a especialista, vai muito além de pesar e medir. “É uma análise global da saúde da criança, que leva em conta não só o crescimento físico, mas também o desenvolvimento neuropsicomotor, a comunicação, o comportamento e o vínculo familiar”, afirma.

O que se espera em cada fase?

Os marcos do desenvolvimento são organizados em quatro áreas principais:

  • Motricidade grossa: envolve ações como sustentar a cabeça (por volta de 2 meses), sentar-se sem apoio (6 meses) e andar (12 meses).
  • Motricidade fina: inclui segurar objetos (6 a 9 meses) e desenhar formas simples (3 a 4 anos).
  • Linguagem e comunicação: abrange desde os balbucios (a partir dos 4 meses) até frases completas (em torno dos 2 a 3 anos).
  • Social e emocional: vai do sorriso social (6 a 8 semanas) até interações mais complexas, como brincar com outras crianças (2 a 3 anos).
Foto: Divulgação.

A importância da detecção precoce

Observar se a criança está atingindo os marcos esperados pode ajudar na identificação de quadros como autismo, paralisia cerebral ou atrasos de linguagem. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de a intervenção ser eficaz, já que os primeiros anos de vida são marcados por uma intensa neuroplasticidade — ou seja, a capacidade do cérebro de se adaptar e se reorganizar.

Monitoramento com apoio multidisciplinar

Além da observação clínica feita nas consultas pediátricas, escalas como a Escala de Denver, as Bayley Scales e a Caderneta da Criança são usadas para apoiar o diagnóstico. O processo é frequentemente multidisciplinar e pode envolver pediatras, neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

“O acompanhamento contínuo permite orientar as famílias e estimular adequadamente a criança em cada fase. Isso tem um impacto direto na saúde, na aprendizagem e no bem-estar futuro”, reforça a Dra. Vitória Paiva.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS