Doença de Parkinson: entenda os primeiros sinais e os avanços no tratamento

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A Doença de Parkinson tem ganhado destaque com o relato de celebridades como o cantor Morten Harket, da banda A-ha, e a maquiadora Molly Stern. Mais do que uma condição que afeta o movimento, trata-se de uma doença neurológica crônica, progressiva e multifacetada, cujos sintomas muitas vezes passam despercebidos nas fases iniciais.

Sintomas vão além do tremor

Ao contrário do que muitos imaginam, o tremor não é o primeiro e nem o principal sinal da doença. “O sintoma motor mais característico do Parkinson é a bradicinesia, ou seja, a lentidão dos movimentos”, explica a neurologista Dra. Carina França, especialista em distúrbios do movimento. Isso pode se manifestar por caligrafia menor, voz mais baixa, diminuição do balanço dos braços ao caminhar e até perda da expressão facial.

Outros sintomas motores incluem rigidez muscular e tremor de repouso — mas nem todos os pacientes apresentam esse último sinal. Além disso, há sintomas não motores que podem aparecer anos antes dos primeiros sinais físicos, como a perda parcial do olfato (hiposmia), distúrbios do sono REM, dor, depressão, ansiedade, constipação e alterações da pressão arterial.

Abordagem multidisciplinar e novas tecnologias

Embora ainda não exista cura para o Parkinson, os tratamentos atuais possibilitam controle significativo dos sintomas. “O tratamento ideal é sempre multidisciplinar, combinando medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio psicológico”, afirma a neurologista.

A levodopa continua sendo o principal remédio, com eficácia comprovada e poucos efeitos adversos. Outras medicações são usadas em associação, e dispositivos como a bomba subcutânea de foslevodopa-foscarbidopa prometem melhorar ainda mais a qualidade de vida dos pacientes — a tecnologia aguarda aprovação da Anvisa.

Casos selecionados também podem se beneficiar da estimulação cerebral profunda (DBS), uma cirurgia com eletrodos implantados no cérebro e controlados por um dispositivo no tórax, que melhora os sintomas motores nos períodos em que os remédios não estão funcionando bem.

Outra inovação é a neuroablação por ultrassom focalizado de alta intensidade (HiFU), que trata o tremor sem cirurgia aberta. No entanto, esse método atua apenas de um lado do cérebro e não afeta outros sintomas da doença.

Foto: Divulgação.

Impactos emocionais exigem cuidado especial

Receber o diagnóstico pode ser um processo difícil, especialmente por ser uma condição progressiva. Segundo a Dra. Carina, muitos pacientes enfrentam um luto interno e precisam de acompanhamento psicológico desde o início para lidar com a nova realidade e manter o tratamento adequado.

O envolvimento de uma rede de apoio — com familiares, amigos ou grupos de pacientes — é essencial. Além do suporte emocional, esses vínculos ajudam a manter o paciente ativo, informado e motivado ao longo do tratamento.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS