João Bosco e Chico Buarque voltam a dividir uma gravação em uma nova versão de “Incompatibilidade de gênios”, clássico composto por Bosco e Aldir Blanc. A faixa integra o álbum “Amigos novos e antigos”, projeto que reúne o compositor mineiro com artistas de diferentes gerações e será lançado nas plataformas digitais em 25 de setembro.
A nova gravação chega cinco décadas depois de “Incompatibilidade de gênios” ter sido apresentada em 1976, ano em que a música apareceu em registros de João Bosco e da cantora Clementina de Jesus. Desta vez, a canção ganha ainda a participação do pianista cubano de jazz Gonzalo Rubalcaba, responsável por acrescentar à interpretação uma sonoridade marcada por referências da música cubana.
O encontro entre Bosco e Rubalcaba não é exatamente inédito. Em 2024, os dois participaram de uma nova leitura de “Incompatibilidade de gênios” no álbum “Collab”, trabalho lançado pelo bandolinista Hamilton de Holanda e pelo pianista cubano. Agora, a música retorna ao repertório de João Bosco em uma gravação que acrescenta Chico Buarque à parceria.
A faixa faz parte do projeto concebido para celebrar os 80 anos de João Bosco, completados em julho. “Amigos novos e antigos” foi idealizado por Julia Bosco, filha e empresária do artista, e reúne canções de diferentes períodos da carreira do compositor em novas interpretações.
Além de Chico Buarque, o disco conta com participações de nomes como Caetano Veloso, Martinho da Vila, Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho, Tiago Iorc, Mestrinho, Silva, Jota.Pê e Cesar Camargo Mariano. Ao todo, o projeto apresenta 17 músicas distribuídas em 18 faixas, incluindo duas versões de abertura e encerramento de “Odilê, odilá”, parceria de João Bosco com Martinho da Vila.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/g/K/LnUVJgTguq6JJMZ5v29w/jota.pe-e-joao-bosco-24jul2026-andrerola-2298-5-.jpg)
Outro reencontro entre compositores aparece em “Sinhá”, parceria de João Bosco e Chico Buarque lançada originalmente em 2011. Na nova gravação, a música recebe a voz de Caetano Veloso.
O repertório também revisita outras parcerias importantes da trajetória de Bosco e Aldir Blanc. Entre elas estão “Casa de marimbondo”, com Cesar Camargo Mariano; “Siri recheado e o cacete”, com Zeca Pagodinho; “O bêbado e a equilibrista”, com Pedro Mariano e Rafa Mariano; e “Kid Cavaquinho”, com Mart’nália.
O álbum ainda aproxima João Bosco de artistas de gerações mais recentes. Mestrinho participa de “Quando o amor acontece” e da faixa-título, ao lado de Bruna Black. Jota.Pê aparece em “Jade”, que também conta com a clarinetista e saxofonista Anat Cohen, enquanto Silva participa de “Papel machê” e Tiago Iorc de “Perfeição”.
Os arranjos e a produção musical do projeto são assinados por João Bosco e Rafael Rocha. A proposta é revisitar o repertório sem simplesmente reproduzir as gravações conhecidas, criando novas possibilidades para canções que atravessaram diferentes momentos da música brasileira.
“Amigos novos e antigos” dá continuidade ao EP lançado em julho, que antecipou seis faixas do projeto. Com a chegada do álbum completo, João Bosco amplia a celebração de suas oito décadas de vida reunindo parceiros históricos e nomes de diferentes gerações em torno de um repertório construído ao longo de mais de cinco décadas de carreira.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/o/YoBYExQ5CH4HK9fXTGuw/boscocapadefinitiva.jpg)

