Seis vozes negras que estão transformando a música na atualidade

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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A música sempre foi uma das principais formas de expressão da cultura negra, carregando histórias de luta, resistência, ancestralidade e também celebração. Ao longo dos séculos, vozes negras abriram caminhos, transformaram estilos e moldaram sonoridades que hoje dominam o cenário mundial.

No Brasil e fora dele, as cantoras negras da atualidade vêm ocupando espaços de prestígio e trazendo para a cena musical mensagens que vão muito além da estética: falam sobre identidade, autoestima, política, amor e liberdade. Conhecer suas trajetórias é entender também o poder transformador da arte.

No Brasil, é impossível não começar por IZA, uma das maiores artistas pop da atualidade. Dona de um timbre potente e de performances arrebatadoras, a cantora carioca coleciona sucessos como “Pesadão” e “Dona de Mim”, que se tornaram verdadeiros hinos de empoderamento.

Confira Iza com “Dona de Mim”:

Mais do que uma artista, IZA é um símbolo de representatividade: ao subir nos palcos, ocupar campanhas publicitárias ou ser indicada a prêmios internacionais, ela reforça a presença da mulher negra em espaços onde, por muito tempo, esteve invisibilizada.

Outra voz marcante da cena brasileira é Luedji Luna, que mistura MPB, jazz, ritmos africanos e afrobeats em uma sonoridade única e sofisticada. Suas letras, sempre poéticas e políticas, falam sobre amor, identidade e diáspora africana, ao mesmo tempo em que revelam uma artista profundamente conectada às suas raízes. Com o álbum “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”, Luedji conquistou público e crítica, mostrando que sua música vai além do entretenimento: é uma experiência sensível e reflexiva.

Luedji Luna | Foto: Henrique Falci/Divulgação

Na contramão do convencional, Linn da Quebrada se destaca como uma das artistas mais ousadas da cena contemporânea. Cantora, compositora, performer e atriz, Linn desafia padrões de gênero, sexualidade e estética, trazendo ao funk, ao rap e ao eletrônico letras que questionam preconceitos e expõem as contradições da sociedade brasileira. Sua arte é um manifesto vivo, e cada música, cada performance, se transforma em um ato político e libertador.

Enquanto isso, fora do Brasil, novas vozes têm ganhado força e conquistado o mundo. Ayra Starr, por exemplo, é uma jovem nigeriana que desponta como estrela do afropop. Com apenas 22 anos, ela já é considerada uma das revelações mais promissoras do continente africano, arrastando milhões de ouvintes com hits como “Rush” e “Bloody Samaritan”. Sua sonoridade fresca, que mistura pop, R&B e afrobeat, dialoga diretamente com uma geração que se reconhece em sua autenticidade e estilo.

No rap e no trap brasileiros, Tasha & Tracie representam não apenas uma dupla musical, mas um verdadeiro movimento cultural. Conhecidas como as gêmeas do trap, as irmãs paulistanas uniram moda, ativismo e música para criar uma narrativa que dá protagonismo às juventudes negras periféricas. Suas letras falam sobre sonhos, conquistas e resistência, e sua estética própria virou referência de estilo e atitude. Com elas, o trap brasileiro ganhou novas cores e novas vozes.

Por fim, a nigeriana Tems é hoje uma das maiores potências da música internacional. Dona de um timbre único e de uma interpretação intensa, a cantora já colaborou com nomes como

Drake, Wizkid e Beyoncé, além de conquistar o Grammy e alcançar as paradas globais com músicas como “Free Mind” e “Essence”. Sua obra combina espiritualidade, ancestralidade e modernidade, tornando-a um dos principais nomes do R&B atual e uma referência para a nova geração.

O que une essas artistas, ainda que em estilos e contextos diferentes, é a força de suas vozes. Elas não cantam apenas para entreter, mas para marcar presença, para transformar e para abrir caminhos. Cada uma, à sua maneira, reafirma o quanto é urgente e necessário que mulheres negras ocupem o centro da indústria cultural, rompendo barreiras históricas e trazendo novas narrativas. Conhecer IZA, Luedji, Linn, Ayra, Tasha & Tracie e Tems é mergulhar em um universo onde a música é também ferramenta de identidade, resistência e futuro.

Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org

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