Saiba quem são os 16 indiciados pela Polícia Federal sobre o acidente da Voepass

Conclusão da investigação criminal aponta 16 indiciados por supostas falhas relacionadas ao acidente com o voo 2283, que deixou 62 mortos em Vinhedo (SP).

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: Isaac Fontana Agência/EFE

A Polícia Federal concluiu a investigação criminal sobre a queda do voo 2283 da Voepass e indiciou 16 pessoas por suposta responsabilidade no acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo. Os investigados possuem formação e experiência nas áreas de aviação e engenharia aeronáutica e, conforme o inquérito, responderão pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

Entre os nomes apontados pela investigação estão executivos, gestores e profissionais ligados à companhia aérea. Além disso, figuram entre os responsabilizados o proprietário da empresa, José Luiz Felício Filho, e o então diretor de manutenção, Eric Consoli, citado por ex-funcionários como uma das principais lideranças técnicas da companhia antes da crise provocada pelo acidente e do encerramento das operações da empresa.

Quem são os 16 indiciados pela Polícia Federal

De acordo com a conclusão da investigação, os indiciados são:

  • Edson Serra Martins;
  • Luciano Alves de Macedo;
  • Oderlino de Campos Figueiredo;
  • John Major Viana;
  • Marcos Hiroyuki Sato;
  • Alex de Souza Leandro;
  • William Schmidt Agatz;
  • Juliano Flores Pacheco;
  • Raphael Limongi de Figueiredo;
  • Marcel Sarquis Moura;
  • Tiago Passucci Morani;
  • Carlos Alberto Costa;
  • Eric Consoli;
  • Rafael Gimenez Rodrigues;
  • David da Costa Faria Neto;
  • José Luiz Felício Filho.

Segundo a Polícia Federal, todos possuem experiência técnica e atuação no setor da aviação civil ou da engenharia aeronáutica. A investigação buscou identificar eventuais responsabilidades relacionadas à segurança operacional e aos procedimentos adotados pela empresa.

Dono da Voepass e diretor de manutenção estão entre os investigados

Entre os nomes de maior destaque está o de José Luiz Felício Filho, proprietário da Voepass. Também foi indiciado Eric Consoli, que ocupava o cargo de diretor de manutenção da companhia.

Conforme relatos de ex-funcionários apresentados durante as investigações, Consoli exercia forte influência nas decisões técnicas da empresa antes da queda da aeronave. Por isso, ambos passaram a integrar a lista de investigados no inquérito conduzido pela Polícia Federal.

Embora tenham sido indiciados, todos os envolvidos ainda terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante as próximas etapas do processo. O indiciamento representa a conclusão da investigação policial, mas não significa condenação.

Conclusão da investigação

O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o voo 2283 da Voepass caiu em um condomínio residencial na cidade de Vinhedo (SP), provocando a morte de 62 pessoas entre passageiros e tripulantes.

A Polícia Federal apresentou, nesta quinta-feira (6), a conclusão da investigação criminal sobre o caso, encerrando a etapa policial que apurou as circunstâncias e as possíveis responsabilidades pelo acidente aéreo. A partir de agora, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará as medidas judiciais cabíveis.

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