A Polícia Federal concluiu a investigação criminal sobre a queda do voo 2283 da Voepass e indiciou 16 pessoas por suposta responsabilidade no acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo. Os investigados possuem formação e experiência nas áreas de aviação e engenharia aeronáutica e, conforme o inquérito, responderão pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.
Entre os nomes apontados pela investigação estão executivos, gestores e profissionais ligados à companhia aérea. Além disso, figuram entre os responsabilizados o proprietário da empresa, José Luiz Felício Filho, e o então diretor de manutenção, Eric Consoli, citado por ex-funcionários como uma das principais lideranças técnicas da companhia antes da crise provocada pelo acidente e do encerramento das operações da empresa.
Quem são os 16 indiciados pela Polícia Federal
De acordo com a conclusão da investigação, os indiciados são:
- Edson Serra Martins;
- Luciano Alves de Macedo;
- Oderlino de Campos Figueiredo;
- John Major Viana;
- Marcos Hiroyuki Sato;
- Alex de Souza Leandro;
- William Schmidt Agatz;
- Juliano Flores Pacheco;
- Raphael Limongi de Figueiredo;
- Marcel Sarquis Moura;
- Tiago Passucci Morani;
- Carlos Alberto Costa;
- Eric Consoli;
- Rafael Gimenez Rodrigues;
- David da Costa Faria Neto;
- José Luiz Felício Filho.
Segundo a Polícia Federal, todos possuem experiência técnica e atuação no setor da aviação civil ou da engenharia aeronáutica. A investigação buscou identificar eventuais responsabilidades relacionadas à segurança operacional e aos procedimentos adotados pela empresa.
Dono da Voepass e diretor de manutenção estão entre os investigados
Entre os nomes de maior destaque está o de José Luiz Felício Filho, proprietário da Voepass. Também foi indiciado Eric Consoli, que ocupava o cargo de diretor de manutenção da companhia.
Conforme relatos de ex-funcionários apresentados durante as investigações, Consoli exercia forte influência nas decisões técnicas da empresa antes da queda da aeronave. Por isso, ambos passaram a integrar a lista de investigados no inquérito conduzido pela Polícia Federal.
Embora tenham sido indiciados, todos os envolvidos ainda terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante as próximas etapas do processo. O indiciamento representa a conclusão da investigação policial, mas não significa condenação.
Conclusão da investigação
O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o voo 2283 da Voepass caiu em um condomínio residencial na cidade de Vinhedo (SP), provocando a morte de 62 pessoas entre passageiros e tripulantes.
A Polícia Federal apresentou, nesta quinta-feira (6), a conclusão da investigação criminal sobre o caso, encerrando a etapa policial que apurou as circunstâncias e as possíveis responsabilidades pelo acidente aéreo. A partir de agora, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará as medidas judiciais cabíveis.




