Banco Central alerta para mudanças no Pix nos próximos dias

O Banco Central implementará novas regras para o Pix nos dias 10 de agosto e 1º de setembro, com medidas voltadas ao combate a fraudes, rastreamento de valores e mudanças no Mecanismo Especial de Devolução.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.

As novas regras do Pix começam a ser implementadas ainda em agosto e prometem fortalecer a segurança das transações eletrônicas no Brasil. O Banco Central definiu mudanças que entram em vigor em 10 de agosto e 1º de setembro de 2026, com foco no combate a fraudes, no aprimoramento do rastreamento do dinheiro transferido e na atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

As alterações fazem parte da atualização do manual operacional que regulamenta o funcionamento do sistema. Dessa forma, bancos e instituições de pagamento terão novos procedimentos para investigar movimentações suspeitas e ampliar a eficiência na recuperação de recursos em casos de golpes.

Pix muda a partir de 10 de agosto

A primeira etapa das mudanças passa a valer em 10 de agosto. A principal novidade é o aprimoramento das informações disponíveis para as instituições financeiras durante a análise de fraudes.

Além disso, os bancos passarão a visualizar com mais precisão o caminho percorrido pelo dinheiro após uma transferência. Esse recurso permitirá acompanhar a movimentação dos valores mesmo quando eles forem rapidamente distribuídos entre diversas contas, estratégia frequentemente utilizada por criminosos para dificultar o bloqueio dos recursos.

Nesse sentido, o Banco Central pretende tornar as investigações mais eficientes e aumentar as chances de localizar o dinheiro antes que ele desapareça do sistema financeiro.

Rastreamento do Pix será mais detalhado

Com a atualização, as instituições financeiras terão acesso a informações mais completas sobre cada etapa da circulação dos recursos.

Assim, será possível identificar onde os valores estão concentrados durante o processo de análise. Consequentemente, o trabalho de bloqueio e recuperação do dinheiro poderá ocorrer com maior precisão quando houver indícios de fraude.


Como funciona o Mecanismo Especial de Devolução do Pix

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) continua sendo a principal ferramenta para tentar recuperar valores transferidos por meio de golpes envolvendo o Pix.

Quando a vítima identifica uma fraude, a recomendação é comunicar imediatamente a instituição financeira responsável pela conta. Em muitos bancos, esse procedimento pode ser iniciado diretamente pelo aplicativo, localizando a transferência no extrato e registrando a contestação da operação.

Em seguida, a instituição avalia o caso e verifica se existem condições para bloquear ou recuperar os recursos.

Vale destacar que agir rapidamente continua sendo um fator decisivo. Quanto menor o intervalo entre a fraude e a comunicação ao banco, maiores tendem a ser as chances de localizar os valores antes que sejam movimentados para outras contas.

Devolução do Pix não será automática

Entenda que apesar do reforço nas medidas de segurança, o Banco Central esclarece que a abertura do MED não garante, por si só, a devolução do dinheiro.

A recuperação depende da análise realizada pelas instituições financeiras e também da existência de saldo disponível nas contas utilizadas durante a fraude.

Além disso, o mecanismo permanece restrito a situações envolvendo golpes, fraudes e crimes financeiros. Portanto, ele não pode ser utilizado para cancelar compras, resolver conflitos comerciais ou corrigir transferências feitas para uma chave Pix informada incorretamente.


Mudanças previstas sobre o Pix para 1º de setembro

A segunda etapa das alterações entra em vigor em 1º de setembro e inclui novas regras relacionadas às contestações de devoluções realizadas pelo MED.

Entre as mudanças, o prazo para contestar determinadas devoluções consideradas suspeitas passará de 30 para 80 dias.

Entretanto, essa ampliação não representa um novo período para que vítimas de golpes solicitem a abertura do MED.

Quem será beneficiado pela ampliação do prazo

A alteração atende principalmente situações em que uma pessoa ou empresa recebe um Pix, tem esse valor devolvido por meio do MED e entende que essa devolução ocorreu de forma indevida.

Nesses casos, haverá um período maior para apresentar contestação e solicitar uma nova análise da operação.

Enquanto isso, as vítimas de golpes continuam podendo solicitar a abertura do mecanismo dentro do prazo já previsto de até 80 dias após a realização da transferência.


Objetivo é tornar o Pix ainda mais seguro

As mudanças reforçam a estratégia do Banco Central para aumentar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos, considerado um dos meios de transferência mais utilizados pelos brasileiros.

Além de aprimorar os mecanismos de rastreamento, as novas regras buscam dificultar a atuação de criminosos que fragmentam rapidamente os recursos obtidos em golpes.

Por fim, a expectativa é que bancos e instituições de pagamento tenham mais ferramentas para investigar operações suspeitas e elevar a eficiência na recuperação de valores, fortalecendo a confiança dos usuários no Pix.

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