Você sabia que o Emicida reinventou a MPB?

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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Você sabia que um dos maiores representantes da Música Popular Brasileira hoje é um rapper? Pois é. Emicida — Leandro Roque de Oliveira — transcendeu o rap e o transformou em uma nova forma de MPB: moderna, consciente e cheia de ancestralidade. Sua arte mostra que a música popular não é um gênero fechado, mas uma linguagem viva que pulsa nas ruas, nas periferias e nas vozes negras do país.

Nascido na Zona Norte de São Paulo, Emicida começou rimando improvisos em batalhas de rap. O talento o levou do metrô ao palco do Theatro Municipal, onde gravou o histórico álbum AmarElo (2019), uma obra que costura hip-hop, samba, soul e MPB com mensagens de afeto e resistência. A canção-título, feita em parceria com Majur e Pabllo Vittar, é um hino de empatia e autocuidado em tempos de intolerância e ódio.

Mas o impacto de Emicida vai além da música. Ele é um pensador contemporâneo que entende o rap como parte da tradição negra brasileira — a mesma que gerou o samba, o maracatu e o candomblé. Em AmarElo – É tudo pra ontem, documentário lançado pela Netflix, ele afirma: “O que a gente chama de cultura é o que sobrou da nossa sobrevivência”. Essa frase resume sua filosofia: fazer arte é existir apesar do racismo estrutural.

Emicida. Foto: Divulgação.

Emicida leva a MPB de volta às suas origens — o povo, o cotidiano, a luta. E, ao mesmo tempo, projeta o futuro de uma música mais inclusiva e plural. Sua poesia urbana fala de autoestima, ancestralidade e amor preto, mostrando que o Brasil negro não apenas resiste, mas cria, sonha e inspira.

Quando Emicida canta “permita que eu fale, não as minhas cicatrizes”, ele devolve humanidade a milhões de jovens negros que nunca se viram representados. Sua voz é um espelho, um manifesto e uma ponte entre gerações. É a MPB do século XXI: periférica, consciente e livre.

Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org

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