As eleições de 2026 entram oficialmente em uma nova etapa nesta segunda-feira (20). Com o início das convenções partidárias, a disputa deixa os bastidores e passa a ganhar contornos formais. É a partir desse momento que partidos e federações homologam candidaturas, consolidam alianças e começam a desenhar, oficialmente, o cenário que será apresentado ao eleitor nos próximos meses.
O período das convenções segue até 5 de agosto e representa uma das fases mais importantes do calendário eleitoral. É durante esse intervalo que os partidos oficializam seus candidatos aos cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, além de deliberarem sobre as coligações e federações que irão sustentar suas campanhas.
Embora sejam previstas pela legislação eleitoral, as convenções estão longe de serem uma mera formalidade. Elas marcam a transição entre a pré-campanha e a disputa institucionalizada. Até aqui, os nomes eram tratados como pré-candidatos. A partir das convenções, passam a ser candidatos oficialmente escolhidos pelos seus partidos, dando início à construção definitiva das chapas que disputarão as eleições.
No entanto, esse processo não significa que todas as definições estarão encerradas imediatamente. A legislação eleitoral permite que, em determinadas situações e desde que haja autorização da própria convenção, a direção partidária conclua posteriormente algumas negociações, especialmente relacionadas à composição das chapas majoritárias. Por isso, a definição dos candidatos a vice-presidente e vice-governador costuma permanecer em negociação mesmo após a realização das convenções.
É justamente esse o principal movimento político esperado para as próximas semanas. A escolha do vice deixou de ser apenas um requisito legal e passou a representar uma decisão altamente estratégica. Mais do que completar a chapa, o vice pode ampliar alianças, reduzir resistências, aproximar segmentos do eleitorado e transmitir maior capacidade de articulação e governabilidade.
Não por acaso, boa parte das conversas que movimentam Brasília neste momento gira em torno da composição das chapas presidenciais. Enquanto os principais pré-candidatos já estão praticamente definidos, o foco das negociações migra para os bastidores, onde partidos discutem apoios, alianças e a formação das chapas que disputarão o Palácio do Planalto.
Após o encerramento das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente suas candidaturas na Justiça Eleitoral. Somente depois dessa etapa as chapas estarão definitivamente formalizadas perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na sequência, em 16 de agosto, começa oficialmente a campanha eleitoral, quando passa a ser permitida a propaganda nos meios autorizados pela legislação. É nesse momento que a disputa deixa definitivamente os bastidores e ganha as ruas, a internet e, posteriormente, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
As convenções partidárias, portanto, representam muito mais do que um ato burocrático. Elas simbolizam o momento em que a eleição começa a tomar forma diante da sociedade. É a largada oficial da corrida eleitoral, quando projetos políticos deixam de ser apenas intenções e passam a se transformar em candidaturas concretas, capazes de disputar a confiança do eleitor brasileiro.


