Bafômetro pode detectar álcool de pão, bombom e enxaguante? Coronel explica quando é feito o reteste

O consumo de bombons recheados com licor ou cachaça pode deixar álcool residual na boca imediatamente após a ingestão.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Alimentos e produtos que contêm pequenas quantidades de álcool podem interferir momentaneamente em um teste preliminar do bafômetro, principalmente quando o contato ocorre pouco antes da abordagem. Mas isso não significa, necessariamente, que o motorista será autuado. Um segundo teste, realizado após um intervalo, ajuda a verificar se existe concentração de álcool que possa caracterizar uma infração.

A explicação foi dada pelo coronel Walter Lins, comandante da Operação Lei Seca na Paraíba, durante uma demonstração sobre os procedimentos adotados nas fiscalizações. Entre os exemplos citados estão pão de forma, bombons com licor ou cachaça e enxaguantes bucais que contenham álcool.

Segundo o coronel, um eventual resultado positivo em um primeiro exame pode levar à realização de um segundo teste, feito com equipamento capaz de medir a concentração de álcool.

O procedimento prevê um intervalo de aproximadamente 20 minutos entre as medições. A espera ajuda a evitar que resíduos de álcool presentes na boca, decorrentes do consumo recente de alimentos ou produtos, sejam confundidos com álcool proveniente do organismo.

Em uma demonstração, o consumo de pão de forma horas antes não produziu resultado positivo no teste preliminar.

O consumo de bombons recheados com licor ou cachaça pode deixar álcool residual na boca imediatamente após a ingestão. O mesmo pode ocorrer com enxaguantes bucais que tenham álcool na composição.

Nessas situações, o equipamento pode detectar o álcool presente na boca, mesmo sem que isso represente necessariamente uma concentração de álcool no organismo capaz de caracterizar embriaguez.

A orientação é evitar realizar o teste imediatamente após o contato com produtos desse tipo e seguir as orientações dos agentes durante a fiscalização.

Outra dúvida frequente é sobre quem consumiu bebida alcoólica na noite anterior e precisa dirigir na manhã seguinte.

Segundo o coronel, isso pode acontecer, dependendo de fatores como a quantidade de álcool consumida e as características individuais de cada pessoa. Por isso, o fato de ter passado algumas horas desde o consumo não garante que o motorista estará apto a dirigir.

Caso o equipamento identifique álcool, o procedimento de fiscalização poderá incluir uma nova medição para verificar a concentração encontrada.

O motorista pode ser submetido ao teste de alcoolemia durante uma fiscalização. A recusa não elimina as consequências administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

A recusa ao teste pode resultar em multa de R$ 2.934,75 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses, além das demais medidas previstas na legislação.

A possibilidade de realizar um novo teste para esclarecer uma medição inicial não deve ser confundida com a recusa à fiscalização.

O coronel também explicou que existem equipamentos em fase de testes para auxiliar na identificação de substâncias psicoativas entre motoristas.

Enquanto essa tecnologia não está plenamente disponível para as fiscalizações, os agentes podem avaliar o condutor por meio da constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora, considerando comportamentos e sintomas observados durante a abordagem.

Em casos de acidentes de trânsito, os envolvidos também podem ser submetidos a procedimentos para verificar eventual consumo de álcool. A recusa ao teste está sujeita às consequências previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

A principal orientação das autoridades permanece sendo a de não dirigir após consumir bebidas alcoólicas. Quem bebeu deve optar por alternativas seguras de transporte, como aplicativo, táxi ou carona com um motorista que não tenha consumido álcool.

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