Mais de 200 cães e gatos morreram no Sertão da PB; polícia apreende celulares durante investigação

Os aparelhos apreendidos serão submetidos a perícia para verificar se há informações que possam ajudar a esclarecer a autoria e a dinâmica das mortes.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba apreendeu celulares nesta quinta-feira (20) durante uma operação que investiga a morte de mais de 200 cães e gatos em Teixeira, no Sertão do estado. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão contra pessoas de um mesmo núcleo familiar, citadas em informações recebidas pela polícia como suspeitas de envolvimento nos casos de maus-tratos.

Os aparelhos apreendidos serão submetidos a perícia para verificar se há informações que possam ajudar a esclarecer a autoria e a dinâmica das mortes.

A operação, denominada Áfonos, foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Patos. Além dos celulares, a Justiça autorizou outras medidas de investigação para verificar uma possível participação dos investigados nos crimes.

O delegado Thitto de Amorim, responsável pelo caso, ressaltou que os mandados de busca e apreensão não significam que os investigados sejam culpados.

Segundo ele, o objetivo da medida é reunir novos elementos para a investigação e analisar o conteúdo dos equipamentos apreendidos.

A investigação começou após uma sequência de mortes de animais registrada em Teixeira desde maio. Em 6 de agosto, a Polícia Civil informou que exames confirmaram o envenenamento dos animais.

Durante as análises, foram encontrados grânulos no estômago de animais mortos semelhantes à substância conhecida popularmente como chumbinho. A polícia informou, porém, que o tipo exato do veneno ainda não havia sido confirmado.

O número de mortes aumentou de mais de 100 casos no fim de junho para mais de 200 em agosto.

A investigação busca identificar os responsáveis e esclarecer como os animais tiveram contato com a substância.

Entre os casos está o da cadela Safira, que vivia havia sete anos com a técnica de enfermagem Verônica Honório.

Segundo a tutora, o animal saiu de casa por alguns minutos em uma noite de domingo e voltou apresentando salivação intensa e sinais de mal-estar. Safira recebeu atendimento inicial e foi levada a uma clínica veterinária, mas não resistiu.

Verônica afirmou acreditar que a cadela tenha sido envenenada e relatou preocupação com a sequência de mortes registradas no município.

A Polícia Civil continua analisando as informações e os materiais recolhidos durante a operação. Até o momento, não havia identificação oficial de responsáveis pelas mortes dos animais.

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