Paraibana desaparecida há 51 dias na Espanha é encontrada, mas decide não informar localização à família

O Consulado-Geral do Brasil em Barcelona também comunicou que Mônica foi localizada e informou que ela não queria compartilhar o endereço onde se encontra.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, foi localizada pela polícia espanhola após 51 dias sem contato direto com a família. Natural de Pedras de Fogo, na Paraíba, ela foi encontrada na segunda-feira (24), segundo comunicado repassado às autoridades brasileiras e aos familiares, e informou que está bem, mas não autorizou a divulgação de sua localização aos parentes.

A confirmação chegou à família nesta quinta-feira (27). O Consulado-Geral do Brasil em Barcelona também comunicou que Mônica foi localizada e informou que ela não queria compartilhar o endereço onde se encontra.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) afirmou que tem conhecimento do caso e que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, presta a assistência consular devida.

Último contato ocorreu em julho

Mônica vive na Espanha há cerca de dois anos e trabalha como cabeleireira. O último contato direto com os familiares havia ocorrido em 4 de julho, durante uma chamada de vídeo.

Depois disso, a irmã, Cristina Silva, começou a procurar amigas e pessoas que poderiam ter informações sobre o paradeiro da paraibana.

Mônica tem uma filha de seis anos, que vive em Pedras de Fogo sob os cuidados de familiares. Segundo Cristina, a menina esteve com a mãe na Paraíba em outubro de 2024, mas permaneceu no Brasil quando Mônica retornou à Espanha.

Família recebeu relatos de possíveis agressões

Durante as buscas, familiares receberam relatos sobre um relacionamento conturbado que Mônica teria mantido na Espanha.

Segundo Cristina, pessoas próximas relataram que a paraibana teria sofrido agressões. A família também recebeu fotografias e vídeos nos quais Mônica aparece com ferimentos, incluindo imagens em que as unhas dela estariam machucadas ou arrancadas.

Uma cliente da cabeleireira também teria mantido contato com Mônica e entregado à família mensagens, fotos e vídeos recebidos anteriormente.

Em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido que a cliente guardasse o material porque tinha medo de ficar sem o celular.

A família também recebeu a informação de que Mônica teria procurado um serviço de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência na Catalunha.

As suspeitas de agressão, porém, não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades espanholas nas informações divulgadas até o momento.

Pertences continuam na residência de ex-companheiro

Segundo Cristina, alguns pertences pessoais de Mônica continuam na casa do homem com quem ela teria se relacionado.

A irmã afirmou que documentos, roupas, medicamentos e até o passaporte da paraibana estariam no imóvel. Para Cristina, a permanência desses objetos levanta dúvidas sobre as circunstâncias em que Mônica foi localizada.

Apesar das informações oficiais de que Mônica está bem, a irmã afirmou que gostaria de ter acesso a algum registro que confirmasse as condições em que ela foi encontrada.

Família decidiu interromper buscas

Cristina afirmou que questionou as informações recebidas da polícia espanhola e do consulado porque não conseguiu obter uma confirmação direta da irmã.

Segundo ela, a família chegou a buscar apoio jurídico para tentar obter mais informações, mas não conseguiu avançar.

Diante da confirmação oficial de que Mônica foi localizada e da informação de que ela não deseja compartilhar sua localização, Cristina disse que decidiu interromper as buscas por conta própria.

“É algo que eu não posso controlar”, afirmou.

A irmã também relatou que teme continuar tentando obter informações sem o apoio das autoridades.

Registro do desaparecimento foi feito na Espanha

Durante as buscas, uma brasileira que vive em Barcelona, identificada como Viviane, ajudou a família e foi até uma delegacia para comunicar o desaparecimento de Mônica.

Segundo ela, os policiais verificaram o sistema e, naquele momento, não encontraram um registro relacionado ao caso. Ela entregou às autoridades os contatos da família e informações que tinha sobre a paraibana.

Posteriormente, a polícia espanhola localizou Mônica e comunicou o fato aos familiares.

Até o momento, não foram divulgadas pelas autoridades espanholas informações detalhadas sobre onde Mônica foi encontrada, em que condições estava ou quais foram as circunstâncias que levaram à localização.

O caso permanece acompanhado pelo Consulado-Geral do Brasil em Barcelona.

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