Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, foi preso no dia 8 de junho de 2024, após dar uma ‘voadora’ no peito de um idoso, de 77 anos, que veio à falecer em seguida, devido à agressão, que aconteceu em Santos, litoral paulista. Denunciado pelo Ministério Público, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão anterior da Vara do Júri e Execuções da cidade para que o réu seja levado a júri popular.
A agressão aconteceu no bairro Aparecida, após Cesar Finé Torresi, de 77 anos, atravessar a rua, na companhia do neto, de 11 anos. Após um desentendimento com o réu, que dirigia um carro, o acusado deixou seu veículo e foi em direção ao idoso. Neste momento, um vídeo de monitoramento mostra Tiago dando uma voadora na vítima, que veio à óbito em seguida, devido à um trauma no crânio e edema no coração.
Em outubro de 2024 o acusado foi pronunciado para ser julgado pelo júri popular. A defesa entrou com recurso para desqualificar o crime de homicídio qualificado para o de lesão corporal seguida de morte.
Na última terça-feira (25), o desembargador do caso não aceitou, e manteve decisão da Vara do Júri e Execuções, destacando que Tiago aderiu à possibilidade de concretização do homicídio. A defesa do réu poderá ingressar com recurso no STJ (Supremo Tribunal de Justiça).
Relembre
O caso aconteceu no bairro Aparecida, em Santos, litoral paulista, na tarde do dia 8 de junho, após a vítima atravessar a rua, na companhia do neto, de 11 anos.
De acordo com o relato do neto, que estava com o avô e presenciou a situação, o trânsito estava parado e ambos atravessaram entre os carros. Em determinado momento, um carro avançou na direção deles, e freou bruscamente. O idoso precisou se apoiar no capô do veículo, mas não teria causado nenhum dano.
Ao terminarem de atravessar, o motorista foi até eles a pé, e deu uma ‘voadora’ no peito do idoso. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, e quando chegaram no local, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) já estava atendendo a vítima, que encontrava-se desacordada.
O idoso foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Leste, onde foi intubado, e sofreu três paradas cardíacas, vindo à óbito.
O agressor foi localizado após a tentativa de fuga, e conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. Ele não quis se manifestar sobre o ocorrido. O caso foi registrado como lesão corporal seguida de morte na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.
A prisão em flagrante foi convertida para preventiva no dia seguinte, e o habeas corpus solicitado pela defesa foi negado pelo desembargador Hugo Maranzano, da 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Na reconstituição do crime, Tiago chorou e pediu desculpas à população, que gritava pedindo justiça pelo ocorrido. Durante o procedimento foram reproduzidas três versões do crime: baseada na versão do agressor, na do neto, e de uma testemunha. Estiveram presentes o advogado do acusado, um promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e autoridades policiais.