Julgamento define pena de 22 anos para acusado de matar historiador da Unicamp

Condenação foi definida pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (1º), em Campinas. Réu foi considerado culpado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver no caso que chocou a cidade em 2023.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, sonoplasta, cinegrafista, editor audiovisual, estrategista digital e jornalista. Ampla experiência com distribuição digital, streaming e produções audiovisuais. Técnico em administração e gestão de pessoas com participação em projetos como Halleluya (Fortaleza), Troféu Louvemos o Senhor, Visitas do Papa ao Brasil, Edu Lyra (Gerando Falcões), além de programas como A Fazenda, Brasil Urgente, Programa do Gugu e Brasil Porsche Cup. Também atuei na diração de imagem e fotogradia em produções musicais de artistas como Cézar e Paulinho, Barra da Saia, Maurício Manieri, Frei Gilson, Rosa de Saron, entre outros.

A condenação do homem acusado de matar o historiador Gilberto Pereira Schneiker, em Campinas, foi definida nesta quarta-feira (1º) pelo Tribunal do Júri. O réu, Kaique Araujo Barboza, recebeu pena de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, encerrando uma das investigações criminais de maior repercussão na região nos últimos anos. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Júri popular condena acusado pela morte de historiador em Campinas

O julgamento ocorreu no Salão do Júri da Cidade Judiciária de Campinas e foi concluído durante a tarde desta quarta-feira. Os jurados reconheceram que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que agravaram a pena aplicada.

Além disso, o condenado também foi responsabilizado pela ocultação do cadáver do historiador, encontrado dias após o desaparecimento. Apesar da condenação, a defesa anunciou que buscará a revisão da dosimetria da pena nas instâncias superiores.

Relembre o assassinato do historiador Gilberto Schneiker

Corpo foi localizado em área de mata

O caso ganhou grande repercussão em setembro de 2023, quando o corpo de Gilberto Pereira Schneiker, então com 31 anos, foi encontrado parcialmente coberto por vegetação em uma área próxima à Marginal Capivari, na região da Vila Mingone, em Campinas. A vítima apresentava graves ferimentos na cabeça e diversas lesões pelo corpo.

Durante a perícia, investigadores localizaram pedras com vestígios de sangue nas proximidades, elemento que se tornou fundamental para o avanço das investigações.

Investigação levou à prisão do suspeito

Dias após a descoberta do corpo, a Polícia Civil identificou Kaique Araujo Barboza como principal suspeito do crime. Segundo as investigações, ele e a vítima estiveram juntos em um estabelecimento comercial localizado na Avenida das Amoreiras poucas horas antes do homicídio.

Imagens de câmeras de monitoramento ajudaram a reconstruir a movimentação dos dois durante a madrugada anterior ao crime. Posteriormente, o suspeito foi localizado e preso após informações obtidas pelos investigadores.

Caso mobilizou familiares e comunidade acadêmica

Gilberto Pereira Schneiker era historiador formado pela Universidade Estadual de Campinas e atuava na área de pesquisa. A morte provocou forte comoção entre familiares, amigos e integrantes da comunidade acadêmica.

Na época, pessoas próximas à vítima defenderam que a investigação considerasse a possibilidade de motivação homofóbica. Entretanto, as autoridades também apuraram outras hipóteses relacionadas à dinâmica do crime.

Defesa anuncia recurso após condenação

Após a divulgação da sentença, a defesa do condenado informou que recorrerá da decisão judicial. O objetivo, segundo os advogados, será discutir a fixação da pena aplicada pelo Tribunal do Júri.

Dessa forma, embora a condenação tenha sido definida em primeira instância, o caso ainda poderá ser analisado pelas instâncias superiores da Justiça. Enquanto isso, a sentença representa um desfecho importante para um processo que mobilizou a sociedade campineira desde 2023.

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