MPPB investiga uso da Guarda Municipal na segurança pessoal da prefeita e da presidente da Câmara de Bayeux

Apuração também investiga denúncias de abuso de autoridade, restrição de acesso à Câmara Municipal e possível uso da máquina pública para fins políticos.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Prefeita Tacyana Leitão e a presidente da Câmara, Jays de Nita. Foto: Reprodução.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento para apurar denúncias de supostas irregularidades envolvendo a atuação da Guarda Civil Municipal de Bayeux. Entre os fatos investigados está o possível uso de agentes na segurança pessoal da prefeita Tacyana Leitão e da presidente da Câmara Municipal, Jays de Nita.

A investigação teve início após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do MPPB e também apura possível desvio de finalidade da Guarda, uso da estrutura pública para fins políticos, abuso de autoridade e eventual omissão da cadeia de comando da corporação.

Segundo o Ministério Público, o ex-comandante da Guarda, Kleber Renato Barbosa Medeiros, teria continuado atuando na segurança da prefeita mesmo após deixar o cargo. Também são investigados o emprego de guardas na segurança da presidente da Câmara e a utilização de agentes armados, à paisana, em atividades que, em tese, não fazem parte das atribuições da corporação.

Outro ponto da apuração envolve a sessão da Câmara realizada em 3 de fevereiro de 2026. Conforme as denúncias, guardas municipais teriam restringido o acesso de cidadãos ao plenário e servidores contratados teriam sido direcionados para ocupar a galeria da Casa, em possível uso da máquina pública para fins político-partidários.

Para esclarecer os fatos, o MPPB solicitou documentos e informações à Prefeitura de Bayeux, à Secretaria Municipal de Segurança Pública, à Procuradoria-Geral do Município, à Câmara Municipal e à Corregedoria da Guarda Civil Municipal.

Em nota, a Presidência da Câmara informou que não foi oficialmente notificada sobre o procedimento. Afirmou ainda que aciona a Guarda Municipal apenas para garantir a segurança das instalações e o funcionamento das sessões, negando qualquer utilização da corporação para interesses pessoais, e disse que está à disposição do Ministério Público para prestar esclarecimentos.

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