Trabalho de reabilitação ajuda a proteger a vida das tartarugas marinhas em João Pessoa; conheça

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Divulgação/Projeto Tamar

A tartaruga marinha é uma espécie de extrema importância para manter o equilíbrio dos oceanos. Sua existência serve como um indicador da qualidade da saúde aquática. Contudo, a preservação desses animais torna-se cada vez mais desafiadora. Os altos níveis de poluição nos mares, a destruição de seus habitats naturais e as bruscas mudanças de temperatura colocam a sobrevivência dessa espécie em risco cada vez maior.

Durante o mês de junho, mês em que se comemora o Dia da Tartaruga Marinha (16), são realizadas campanhas em prol da preservação desses animais, nas quais são desenvolvidas ações que reforçam a importância da educação ambiental para a sua proteção. Em João Pessoa, o Aquário Paraíba tem desenvolvido, há anos, um papel importante na conservação dessa espécie. Em parceria com os órgãos ambientais, o equipamento desenvolve ações voltadas à reabilitação desses animais e a reintrodução deles ao seu habitat natural.

Com o auxílio de profissionais adequados, como médicos veterinários e biólogos, é realizado o monitoramento desses animais e as intervenções necessárias, uma vez que, devido à poluição nos mares, muitas tartarugas marinhas chegam ao Aquário Paraíba com problemas de saúde causados especialmente pela ingestão de resíduos plásticos, uma das principais ameaças à sobrevivência da espécie.

“As tartarugas sofrem demais com essa questão da poluição marinha. Elas se enganam com o material plástico, pensando que se trata de seus alimentos naturais, como algas e águas-vivas. Nesse caso, cabe a nós a responsabilidade de educar a população sobre esses animais, junto aos órgãos citados, para que possamos conscientizar as pessoas de que o lixo deve ser colocado nas lixeiras e não nos mares”, explica Emmanuel Lopes, diretor do Aquário Paraíba e engenheiro ambiental.

Entre as ações desenvolvidas pelo Aquário Paraíba está o projeto voltado às escolas, que procura incentivar a conscientização ambiental dentro do ambiente educacional, mostrando aos estudantes a importância da preservação marinha.

“Contamos com a parte da educação ambiental, na qual mostramos aos estudantes vídeos informativos e ilustrativos, que retratam a realidade que estamos vivendo atualmente. Levamos informações sobre as causas que tornam necessárias essas reabilitações e sobre como o plástico, as tampinhas e outros resíduos podem prejudicar esses animais em seu habitat ”, comenta o diretor do Aquário Paraíba.

As ações prestadas pelo equipamento reforçam seu compromisso com a preservação da vida marinha, sobretudo com aquelas espécies que estão ameaçadas devido aos impactos provocados pela atividade humana. Atualmente, o Aquário Paraíba conta com duas tartarugas marinhas em seu espaço físico, além das que já foram reabilitadas e voltaram ao seu ambiente natural.

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