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A trilha sonora das viagens espaciais

Produção cultural entre as missões Apollo e Artemis II

Missão Artemis durou 10 dias | Foto: Divulgação NASA

Desde 1972, quando os astronautas Eugene Cernan, Harrison Schmitt e Ronald Evans integraram a missão Apollo 17, o homem não retornava à orbita da Lua. Não por falta de tecnologia ou recursos primários, mas por um cálculo de risco e recompensa. Especialmente nas missões Apollo, ficou demonstrado que os perigos aos quais os tripulantes das viagens estariam expostos não valeriam a pena comparados ao avanço científico que teriam. A partir disso, os programas de viagem espacial deram mais enfoque ao envio de naves não tripuladas para coleta de amostras e informações. Até agora.

Nesse mês de abril, o calendário de expedições espaciais foi reaberto e ficou marcado pelo retorno do homem à órbita lunar. Comandados por Reid Wiseman, os astronautas Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen integraram a missão Artemis II, que transladou a Lua em uma expedição de 10 dias, servindo de teste para o futuro pouso lunar, programado para 2028.

Contudo, mesmo que tenha ganhado destaque nos noticiários e nas redes sociais, a recente viagem parece não ter empolgado a nova geração que acompanhou o evento, e as novas jornadas espaciais não têm impactado a cultura popular como as primeiras o fizeram. Por isso, vale lembrar de algumas produções musicais da cultura pop que foram inspiradas pelas viagens espaciais, tornaram-se ícones celebrados até hoje, e que nos ajudam a entender como uma época encarou os avanços científicos.

De início, acompanhando as expedições soviética – Vostok 1 – e americana – Freedom 7 –, de 1961, vale mencionar a música instrumental, “Telstar”, da banda inglesa The Tornados, produzida em 1962. A música, homônima de um satélite de comunicação, atingiu o sucesso rapidamente e foi considerada uma das primeiras músicas da cultura pop a fazer parte do universo da ficção científica.

A partir disso, a temática e as viagens espaciais ganharam ao longo do tempo espaço também no estilo folk e rock. Entre outros exemplos, ganha destaque a música “Mr. Spaceman”, da banda The Byrds. A trilha faz parte do início da vertente do space rock que marcou os anos 60 e 70 e ampliou o uso de sintetizadores e psicodelia para explorar na sonoridade e nas letras a temática das viagens espaciais.

Em sequência, destacam-se as reverenciadas trilhas “Space Oddity”, de David Bowie, e “Rocket Man”, de Elton John. Ambas marcam dois momentos fundamentais na história das viagens espaciais. A primeira, que compõe o álbum “David Bowie”, foi lançada alguns meses depois da expedição de Neil Armstrong e Buzz Aldrin, os primeiros homens a pisarem na Lua em julho de 1969. A música trata de uma expedição fictícia comandado por Major Tom – personagem que retorna em outras músicas –, um astronauta que deixa a esposa na Terra e se lança para a Lua. A segunda música, “Rocket Man”, de Elton John, acompanha o ano de lançamento da última missão Apollo em 1972. O cantor e compositor trata de uma viagem solitária, que leva o homem não mais à Lua, mas a Marte, e que modifica a essência do viajante.

Essa é apenas uma pequena amostra do impacto que as viagens espaciais e o desenvolvimento tecnológico exerceram na cultura de uma época. A estética futurística que foi alimentada pelas expedições ainda se fez presente na moda, na alimentação, no cinema, nos eletrodomésticos, na educação, na política, na religião e em diversas outras áreas. Diferente do que vemos hoje, as conquistas humanas já tiveram mais palco e mais influência nas produções culturais, o que nos faz pensar se são as conquistas que são poucas ou se é a indústria cultural que não tem mais interesse nos momentos históricos atuais.

**A coluna não expressa, necessariamente, a opinião do Grupo Thathi de Comunicação

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